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Música Pelotas, RS

Marcello Caminha começou a tocar violão para recuperar a mão direita

Natural de Bagé, o violonista diz que a carreira profissional dele nasceu nos bares e nos eventos culturais de Pelotas no início dos anos 1990, e que venceu a primeira edição do Círio, em 1994.

Por Hub News Pelotas

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Imagem ilustrativa: Close-up detalhado das cordas de um violão clássico acústico, com foco no orifício de ressonância.
Imagem Ilustrativa Não representa o acontecimento Foto: Luana Kirsch Concatto via Pexels

Um acidente com uma máquina agrícola, quando ele tinha cerca de um ano e meio, quase custou a mão direita de Marcello Caminha. Foi por causa dele que o violão entrou na vida do músico: ao chegar a Bagé para estudar, um médico sugeriu à mãe que o matriculasse numa aula do instrumento para ajudar a recuperar os movimentos. As aulas começaram aos oito anos, e a reabilitação virou ofício.

Em entrevista ao A Hora do Sul, o violonista, cantor, compositor, pesquisador e professor disse que é justamente na mão direita, nos dedilhados, que está a sua peculiaridade musical. "O violão me possibilitou ser útil para as pessoas", afirmou.

O começo em Pelotas

Nascido na fronteira, Caminha situa em Pelotas o início da carreira profissional, no começo dos anos 1990, tocando em bares, em eventos culturais e em shows. A virada, contou, foi a vitória no Círio, o Canto Interuniversitário Rio-Grandense. O festival teve a primeira edição em 1994, e ele venceu. Ao jornal, o músico creditou parte desse começo à Rádio Pelotense, que segundo ele o apoiou nos primeiros anos.

Vinte e cinco anos atrás do violão gaúcho

Depois de mais de duas décadas dando aula — e de ver, segundo relatou, pessoas sem perspectiva se transformarem ao colocar a música na vida —, Caminha passou também a pesquisar o lugar do violão dentro da música regional. O trabalho começou em 2001 e levou cerca de 25 anos até resultar no Manual do Violão Gaúcho, que virou um curso lançado em 2019. O que ele foi investigar, disse, é como um instrumento que existe no mundo inteiro ganha o sotaque da música gaúcha.

Sobre a Semana Farroupilha, o músico defendeu que as comemorações não fiquem presas aos fatos históricos nem à discussão sobre quem venceu cada guerra. Para ele, o que se celebra é um sentimento de pertencimento ao Estado e ao imaginário formado ali — e a música, disse, é uma das fontes que alimentam esse imaginário. Caminha lembrou ainda que o violão chegou com portugueses e espanhóis e acompanha a figura do gaúcho desde a formação dela, ao lado de influências indígenas e negras.

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