Pular para o conteúdo
Hub News
Segurança Canoas, RS

Disputa entre facções por pontos de tráfico espalha ataques no Rio Branco e no Niterói

Ataques em duas madrugadas seguidas deixaram um morto e jovens baleados em Canoas; a Polícia Civil liga os crimes à disputa entre um grupo da capital e uma facção do Vale dos Sinos.

Por Hub News Canoas

Atualizado em

Compartilhar:
Telegram Enviar por e-mail Imagem para story Imagem para feed
Imagem ilustrativa: Uma rua tranquila da cidade sob uma ponte ao entardecer com carros passando, capturada em um ambiente urbano.
Imagem Ilustrativa Não representa o acontecimento Foto: Sandro Tavares via Pexels

Dois ataques a tiros, um na madrugada de domingo (13) e outro na de segunda-feira (14), deixaram um homem morto e outras pessoas feridas nos bairros Rio Branco e Niterói, em Canoas. Segundo a Polícia Civil, em informações publicadas pelo Diário de Canoas, os crimes fazem parte de uma disputa entre duas organizações criminosas pelo controle de pontos de venda de drogas. Desde o início de setembro, a violência na cidade se concentra nesses dois bairros — no último dia de agosto, eles registraram três assassinatos em 24 horas.

O ataque de domingo ocorreu na Avenida Engenheiro Irineu Carvalho de Braga, no Rio Branco. Um homem de 42 anos morreu. Outro, de 29, foi atingido no rosto e continua internado, entubado. A polícia informou que os dois tinham antecedentes e pertenciam à facção do Vale dos Sinos.

Horas depois, na Rua João Marques, no Niterói, quatro jovens de 15, 16, 17 e 19 anos foram baleados na saída de uma comemoração. Os atiradores estavam em um carro vermelho. Dois deles tiveram ferimentos superficiais, e os de 15 e 16 anos seguem hospitalizados em estado grave, conforme a atualização do hospital. De acordo com a polícia, os dois mais velhos integram uma facção.

Quem está por trás

Ao Diário de Canoas, a Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa de Canoas relatou que um grupo criminoso vindo da zona sul de Porto Alegre se estabeleceu na cidade, ocupou parte do Niterói e agora tenta tomar pontos de tráfico do Rio Branco, dominados há anos por uma facção do Vale dos Sinos. Cada investida provoca a retaliação do lado atacado. Uma fonte ligada à polícia ouvida pelo jornal apresentou outra leitura para os tiros no Rio Branco: seriam obra de ex-integrantes da própria facção do Vale dos Sinos, expulsos depois de acusados de traição e em busca de vingança.

Em ações feitas com o 15º Batalhão da Polícia Militar, a delegacia prendeu ao menos seis integrantes do grupo de Porto Alegre e oito da facção do Vale dos Sinos. Novas operações estão previstas dentro do protocolo do Departamento Estadual de Homicídios. Em entrevista ao Diário de Canoas, a delegada Graziela Zinelli, titular da delegacia, afirmou que os ataques giram em torno do tráfico e que a polícia trabalha para encerrar o conflito.

Medo nos bairros

As polícias identificaram que o grupo da zona sul da capital espalha áudios e vídeos pelas redes sociais para intimidar os moradores. Ao Diário de Canoas, uma vendedora de 42 anos que vive perto da Avenida Irineu Carvalho de Braga, e que pediu para não ser identificada, contou que proibiu os dois filhos de sair à noite. Ela disse ter recebido pelo WhatsApp mensagens anunciando toque de recolher e fotos de mortos que, soube depois, não eram de Canoas.

O comandante do 15º BPM, tenente-coronel Fernando Meirelles, disse ao jornal entender a apreensão da comunidade. Segundo ele, desde o começo do mês o patrulhamento recebeu reforço da Força Tática, do Batalhão de Choque, de equipes em motocicletas e de policiais que normalmente atuam no administrativo. O reforço abrange Rio Branco, Niterói, Fátima e Mato Grande.

Não é a primeira vez que os dois bairros vivem um confronto desse tipo. Em 2017, uma guerra entre quadrilhas nos primeiros meses do verão terminou com pelo menos 15 homicídios na região.

Encontrou alguma informação incorreta?

Nos ajude a manter o conteúdo correto.

Você marcou muitas publicações em pouco tempo. Espere um minuto e tente de novo.

Comentários

Nenhum comentário ainda.

Imagens dos leitores

Ainda não há fotos desta publicação. Se você esteve lá, mande a sua.

Leia em outras fontes

O texto acima é nosso, escrito a partir dos fatos. Para uma cobertura mais completa e aprofundada sobre o assunto, ou para visualizar imagens ou vídeos oficiais, acesse os links acima.