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Economia Canoas, RS

Parque de inovação de Canoas terá gestão dividida com empresas e universidades

Prefeitura quer abrir até meados de outubro o chamamento que escolherá as universidades e a entidade civil que vão dividir as decisões com o município e as empresas do parque no bairro Guajuviras.

Por Hub News Canoas

2 min de leitura

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Imagem ilustrativa: Edifício comercial contemporâneo com arquitetura curva e árvores em ambiente urbano.
Imagem Ilustrativa Não representa o acontecimento Foto: Jakub Zerdzicki via Pexels

As decisões sobre o Parque Canoas de Inovação (PCI), no bairro Guajuviras, deixarão de ser tomadas só pela prefeitura. Segundo o Diário de Canoas, a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Inovação (SMDEI) planeja implantar até o primeiro semestre de 2027 o modelo conhecido como quádrupla hélice, em que poder público, empresas, instituições de ensino superior e sociedade civil têm o mesmo peso.

Na prática, cada um dos quatro grupos terá um voto na governança do parque. Desde a inauguração, em 2018, a gestão é exclusivamente municipal, lembrou a secretária Patrícia Augsten. Para ela, compartilhar as decisões deve acelerar o desenvolvimento tecnológico, econômico e social da área.

Dois editais pela frente

O primeiro passo é um chamamento público, previsto para sair até a primeira quinzena de outubro, que vai selecionar universidades de Canoas e da região e uma entidade da sociedade civil ligada a tecnologia e inovação.

Um segundo edital, esperado até o fim do ano, escolherá uma organização sem fins lucrativos para atuar como gestora executiva. Ela cuidará da administração, da captação de recursos, da zeladoria e do planejamento estratégico, e precisará apresentar um plano de ação e expansão. A secretaria prevê concluir a transição no começo de 2027, com contrato de cinco anos, renovável por mais cinco, o máximo que a lei permite.

Empregos e expansão

Hoje, três empresas funcionam no parque e empregam cerca de 500 pessoas. Outras três estão se instalando e devem terminar o processo até 2027, com a abertura de 300 a 400 vagas.

A SMDEI já pediu o desmembramento de 22 hectares para a segunda fase de crescimento. Entre os projetos de médio e longo prazo estão o primeiro prédio institucional do PCI, um hub de inovação com incubadoras de startups e um centro de tecnologia para testes e pesquisas.

A meta de longo prazo citada pela secretária é chegar a 90 empresas e 10 mil empregos. Segundo Patrícia Augsten, se isso se confirmar, o parque poderia elevar em cerca de 20% o Produto Interno Bruto (PIB) de Canoas.

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