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Obras e infraestrutura Ponta Grossa, PR

Ciclovias de Ponta Grossa somam 53,5 km e não avançam desde dezembro

Cerca de 20 quilômetros são de ciclovia separada do trânsito e 33,5 de ciclofaixa demarcada na pista; a própria Prefeitura reconhece que a rede tem trechos descontínuos.

Por Hub News Ponta Grossa

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Ponta Grossa tem 53,5 quilômetros de ciclovias e ciclofaixas, de acordo com a Prefeitura — cerca de 20 quilômetros do primeiro tipo, com espaço separado do trânsito, e 33,5 do segundo, apenas demarcado na pista. O número foi divulgado em dezembro de 2025, quando o município entregou 1,3 quilômetro de ciclofaixa em Uvaranas, e não subiu desde então, segundo levantamento do aRede.

Onde a rede se interrompe

A administração municipal reconhece o ponto principal: a malha tem "trechos implantados de forma descontínua e em etapas", embora a Avenida Bispo Dom Geraldo Pellanda já esteja ligada ao trecho novo de Uvaranas. Para quem pedala, a diferença aparece no fim de cada segmento — sem continuidade, o ciclista volta a dividir a pista com os carros, procura outro caminho ou muda a rota inteira. Para quem usa a bicicleta por lazer, é um desvio; para quem vai ao trabalho ou à escola, pode custar a escolha do transporte.

Ao aRede, o arquiteto e urbanista Henrique Zulian, conselheiro do Grupo aRede, resumiu a cobrança: "Uma rede cicloviária precisa, antes de tudo, ser uma rede." Ele considera a quilometragem atual pequena para o tamanho da cidade, defende separação física nas vias de maior velocidade e avalia que esticar a malha não basta, porque sem conexão entre os trechos a bicicleta não carrega gente em escala.

Júlia Pedroso pedala há dois anos, por saúde e lazer, e disse ao aRede que prefere as áreas rurais, onde "tem menos movimento e eu me sinto mais segura". Ela classifica a estrutura da cidade como ruim, afirma que os trechos frequentemente não se conectam e evita o Centro por causa do movimento de veículos.

O que já existe, e o que mudou

A malha segue as diretrizes do Plano de Mobilidade Urbana aprovado em 2022, mesmo ano em que a cidade entregou os 17,6 quilômetros da estrutura Estélio Viatroski, entre Uvaranas e o Passo do Pupo, e inaugurou o Circuito das Nascentes. Este, com 47,6 quilômetros, é voltado ao cicloturismo e inclui estradas rurais — por isso não entra na conta dos 53,5 quilômetros. Já o trecho do fim de 2025 integra uma rota projetada de cerca de 17 quilômetros entre Uvaranas e o Lago de Olarias: as três ruas que o receberam passaram a ter sentido único na direção do Centro, com sinalização nova e cruzamentos pintados em vermelho.

Desde este ano, monociclos, patinetes e outros equipamentos autopropelidos também têm regras próprias na cidade, fixadas pela Lei Municipal nº 16.027.

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