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Saúde Maringá, PR

UEM recebe patente de duas moléculas estudadas contra fungos resistentes

O INPI concedeu à universidade de Maringá a proteção de compostos que agiram contra candidíase, criptococose e paracoccidioidomicose em testes; um segundo pedido, ligado à tuberculose, segue em análise.

Por Hub News Maringá

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Imagem ilustrativa: Cientista medindo o crescimento de bactérias em placas de Petri sob condições estéreis de laboratório.
Imagem Ilustrativa Não representa o acontecimento Foto: Thirdman via Pexels

Duas moléculas desenvolvidas por pesquisadores da Universidade Estadual de Maringá (UEM) agora têm patente concedida pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). Os compostos, da classe dos 1,3,4-oxadiazólicos, são estudados como base para medicamentos contra infecções fúngicas sistêmicas — aquelas que se espalham pelo organismo e costumam ter poucas opções de tratamento. É a 80ª patente da história da universidade.

O trabalho começou na Universidade de Brasília (UnB) e seguiu na UEM. Lá, a coordenação ficou com Érika Seki Kioshima Cotica; a professora dividiu a liderança do grupo com Terezinha Inez Estivalet Svidzinski. Também participaram a Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) e um laboratório francês, com financiamento da Fundação Araucária e do CNPq.

Em vez de testar substâncias ao acaso, a equipe usou modelagem por computador para selecionar moléculas capazes de atingir a tioredoxina redutase, enzima de que os fungos dependem para sobreviver. Como ela não atua da mesma forma nas células humanas, a expectativa dos pesquisadores é de um tratamento mais seguro e com menos efeitos colaterais do que os antifúngicos disponíveis hoje.

Nos ensaios de laboratório e em animais, os compostos tiveram boa ação contra três agentes de doenças graves:

  • o fungo da paracoccidioidomicose, que atinge sobretudo trabalhadores rurais na América Latina;
  • a Candida albicans, ligada a infecções hospitalares generalizadas;
  • o Cryptococcus neoformans, que provoca a meningite fúngica.

As mesmas moléculas mostraram efeito ainda contra o Mycobacterium tuberculosis, bactéria da tuberculose. Esse resultado motivou um segundo pedido de patente, que ainda aguarda decisão do INPI.

O remédio não chega às farmácias tão cedo. Com a carta-patente, o grupo trabalha no aperfeiçoamento da fórmula e procura empresas farmacêuticas interessadas em licenciar a tecnologia — é a indústria que pode levar os compostos às fases seguintes e à produção.

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