Studios e apartamentos de um dormitório avançam no mercado de Londrina
A cidade fechou 2024 com R$ 3,3 bilhões em lançamentos e reúne 25 mil universitários; a oferta de studios para aluguel por temporada, porém, ainda é de unidades adaptadas.
Os apartamentos de um dormitório e os studios deixaram de ser um produto das capitais e passaram a puxar os lançamentos no Paraná. Dos 1.863 apartamentos verticais lançados na capital no primeiro trimestre de 2026, quase 70% eram studios ou unidades de um quarto, conforme estudo da BRAIN Inteligência Estratégica encomendado pela ADEMI-PR e pelo Secovi-PR. O Índice FipeZap coloca o imóvel de um dormitório na ponta da valorização no país nos últimos 12 meses, com 7,29%, e também no aluguel mais caro por metro quadrado: acima de R$ 72, 30% além do cobrado por unidades de dois a quatro quartos.
Londrina entra nessa conta com um mercado aquecido e um público que se renova a cada ano. O município fechou 2024 com R$ 3,3 bilhões em Valor Geral de Vendas, R$ 1 bilhão acima do ano anterior, em 5.732 unidades distribuídas por 36 empreendimentos, e mantém cerca de 25 mil estudantes universitários. Segundo a Folha de Londrina, o presidente do Sinduscon Norte do Paraná, Sandro Nóbrega, afirmou que hoje também buscam esse tipo de imóvel os idosos, quem vive só, casais sem filhos e trabalhadores vindos de outras cidades. "Um perfil que mudou muito nos últimos 20 anos, e a expectativa é que isso cresça ainda mais", disse.
O emprego ajuda a explicar a chegada desse morador de fora: a cidade abre cerca de 6.500 vagas de trabalho por ano, com o novo Hospital Unimed na área da saúde e a ampliação dos serviços da Tata Consultancy Services em tecnologia. O centro de distribuição da Shopee, previsto para os próximos anos, deve criar 2 mil vagas diretas.
Aluguel por temporada puxa a procura
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O compacto também virou o imóvel preferido da hospedagem de curta duração. A AirDNA, plataforma que monitora esse mercado, registrou, em julho de 2026, 1.462 anúncios ativos na cidade — alta de 29,6% em um ano —, e 54,9% dessa oferta era de unidades de um dormitório.
Outros 2 mil apartamentos nesse formato devem chegar ao mercado local, e parte deles já nasce destinada à locação de curta duração por aplicativo: é o número monitorado pelo Sindhotéis de Londrina, conforme o presidente da entidade, Tiago Galli, em entrevista à Folha de Londrina. Para ele, hotel e studio não disputam o mesmo cliente — há quem prefira horário flexível e mais independência, e há quem queira a estrutura e os serviços da rede hoteleira. "São públicos diferentes e uma oferta que acaba se agregando à cidade", afirmou.
A oferta atual, porém, não acompanha a demanda. Pelo cálculo da AirDNA, seriam necessárias cinco unidades de temporada para cada 100 habitantes. Nenhum dos lançamentos mais recentes da cidade é studio, e as cerca de 1.400 unidades hoje em operação são adaptações de imóveis erguidos para outra finalidade.
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Leia em outras fontes
- Folha de Londrina — Londrina acompanha movimento nacional de expansão dos apartamentos compactos 22/09/2026
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