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Primavera chega a Londrina com chuva acima da média e risco de temporal

Com o El Niño em intensidade muito forte, a projeção é de chuva e calor acima do normal até dezembro; Londrina já acumulou cerca de 220 mm em setembro, ante média histórica de 108 mm.

Por Hub News Londrina

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Imagem Ilustrativa Não representa o acontecimento Foto: phtorxp via Pixabay

A primavera começa nesta terça-feira (22), às 21h05, e a expectativa para Londrina é de uma estação mais úmida e mais quente do que o normal até dezembro. O pano de fundo é o El Niño: conforme boletim de Inmet, Inpe, ANA e Cemaden citado pela Folha de Londrina, a probabilidade de o fenômeno alcançar intensidade muito forte no trimestre de setembro a novembro passa de 90%.

O sinal já aparece no pluviômetro. Em Londrina e região, setembro costuma registrar cerca de 108 mm de chuva, mas o mês já acumulou perto de 220 mm, disse ao jornal a agrometeorologista Ângela Costa, do IDR-PR (Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná). Daqui em diante a régua sobe: pela climatologia, dezembro é o mais chuvoso do trimestre, com 207 mm; novembro aparece com 164 mm e outubro, com 156 mm. A projeção é de volumes acima desses patamares.

No termômetro, a projeção é de médias dentro da faixa normal ou acima dela, com chance de ondas de calor: perto de 23°C a 24°C agora em setembro e de 25°C nos três meses seguintes. O teto histórico da região é de 40°C, anotado em outubro; setembro e novembro já tiveram máximas de 39°C, e dezembro, de 36°C. Marcas parecidas podem voltar a aparecer, com quedas passageiras a cada sistema de chuva. Pela previsão do Simepar divulgada pelo Bonde, os 30°C devem ser superados com frequência na cidade.

Risco de temporal e granizo

Mais calor com mais umidade disponível aumenta a chance de tempo severo. O Simepar alerta para tempestades frequentes, queda de granizo e até a possibilidade de tornados, enquanto o Inmet chama a atenção para descargas atmosféricas, rajadas intensas de vento e chuva volumosa em pouco tempo, ainda segundo o mesmo site. A orientação é acompanhar os alertas diários da Defesa Civil.

O que muda para o campo

Para a lavoura, o excesso de água é benefício e risco ao mesmo tempo. A umidade sustenta o desenvolvimento das culturas, mas chuva demais encharca o solo, atrapalha as operações agrícolas e abre caminho para doenças. “Chuva em excesso pode danificar alguma lavoura”, disse Costa ao mesmo jornal, que citou ainda o estrago do granizo em folhosas e o risco de doença nos grãos.

A recomendação dela vale também para quem mora na cidade: acompanhar a previsão antes de decidir as atividades do dia e ficar atento aos avisos da Defesa Civil.

O El Niño é o aquecimento fora do padrão das águas superficiais do Pacífico Equatorial, que altera a circulação da atmosfera e redistribui chuva e calor pelo planeta. No Brasil, o Inmet aponta chuva acima da média no Sul e volumes abaixo do normal em áreas do Norte e do Nordeste. Dentro do Paraná os efeitos não são iguais em todo lugar: o Estado fica numa faixa de transição climática, com o Sul paranaense mais influenciado pelos padrões do Sul do país e o Norte, onde está Londrina, pelos sistemas ligados ao Sudeste e ao Centro-Oeste.

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