Requião Filho cobra obras no Norte do Paraná em visita a Londrina
Em encontro com apoiadores no Centro, o deputado do PDT criticou o pedágio, o aumento do ICMS e a privatização da Copel, e disse que as duplicações prometidas para a região não saíram do papel.
O deputado estadual Requião Filho (PDT), candidato ao governo do Paraná, reuniu apoiadores em Londrina na terça-feira (22), no auditório de um hotel da área central. Ele esteve acompanhado do pai, Roberto Requião (PDT), que disputa uma cadeira na Câmara dos Deputados, e de Dr. Rosinha (PT), candidato ao Senado, além de outros nomes da coligação Paraná para Todos.
Boa parte do discurso, registrado pela Folha de Londrina, foi dedicada a contestar a gestão de Ratinho Junior (PSD). O candidato do PDT sustentou que o crescimento econômico atribuído ao Estado veio na esteira do desempenho do país e da atuação do governo federal, e apontou três medidas da atual administração como peso sobre o orçamento de famílias e empresas: o aumento do ICMS, o modelo de pedágio e a privatização da Copel. "Dói no bolso da família paranaense", afirmou.
Na mesma fala ouvida pelo jornal Folha de Londrina, ele recordou projetos do período em que o pai governou o Estado e destacou o peso político da cidade, que foi um dos berços das Diretas Já, para rejeitar a leitura de que o Paraná seja um Estado conservador. Sobre Sergio Moro (PL), disse que o adversário não apresenta propostas e "só sabe falar mal do Lula".
Propostas para a região
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Depois de cumprir agenda no Norte do Paraná, Requião Filho afirmou que faltou investimento em infraestrutura nos últimos governos e que as duplicações prometidas não saíram do papel. "A região ficou abandonada", disse. Para ele, energia elétrica, ferrovias e saneamento são as frentes capazes de atrair novas indústrias.
Entre as propostas que apresentou estão ICMS zero para micro e pequenas empresas, crédito e seguro para o pequeno agricultor, o retorno de programas como o Leite das Crianças e o Trator Solidário, e a regionalização da saúde. Crítico dos colégios cívico-militares, classificou o modelo como "grande propaganda": pelo cálculo que citou, 345 entre as 2 mil escolas da rede recebem mais recursos por seguirem esse formato, e ele defendeu que a verba seja distribuída conforme a necessidade de cada unidade.
Na reta final da campanha, o candidato pediu que os apoiadores ampliem a busca por votos. Ao ser questionado sobre como atrair o eleitorado do PSD num eventual segundo turno contra Moro, respondeu ao jornal que bastaria a esses eleitores conhecer o seu programa. As pesquisas de opinião mostram Moro à frente, com Requião Filho e Sandro Alex (PSD) disputando a outra vaga.
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