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Esporte Londrina, PR

Dirigente do Londrina vê perda de competitividade com corte de estrangeiros

O clube votou contra a medida aprovada pela CBF, que reduz de nove para oito os estrangeiros por partida a partir de 2027, até chegar a cinco em 2030; Flamengo e Bahia também foram contra.

Por Hub News Londrina

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Imagem ilustrativa: Explore o majestoso Estádio do Café em Londrina, Brasil, de cima, destacando sua arquitetura icônica.
Imagem Ilustrativa Não representa o acontecimento Foto: Rodolfo Gaion via Pexels

O Londrina foi um dos três clubes a votar contra a redução do limite de estrangeiros no futebol brasileiro, aprovada no início da semana em reunião da CBF com os times das séries A e B. Ao lado do Tubarão, também votaram contra Flamengo e Bahia.

A mudança é escalonada e começa em 2027, quando cada time poderá relacionar oito estrangeiros por partida em vez dos nove permitidos hoje. O número segue caindo até chegar a cinco em 2030.

Dono da SAF do clube, Guilherme Bellintani explicou o voto em entrevista no Rio de Janeiro reproduzida pela Folha de Londrina. Para ele, a regra abre espaço ao jogador brasileiro e tende a render mais minutos aos mais jovens, embora o resultado seja incerto e o custo não. "A liga brasileira perde competitividade como um todo", afirmou, citando o rendimento recente dos clubes do país na América do Sul. O dirigente descreveu a troca como um incentivo à formação local obtido às custas da envergadura econômica e do potencial esportivo do campeonato.

A posição parte de um clube cujo projeto está justamente na formação de jovens e na captação de atletas sub-23. Desde que a Squadra Sports, de Bellintani, assumiu oficialmente o Londrina, em junho de 2024, só dois estrangeiros passaram pelo elenco: o volante paraguaio Marcelo Paredes, que ficou poucos meses e entrou em campo 13 vezes, e o atacante uruguaio Emiliano Rodríguez, com sete partidas, um gol e pedido de dispensa.

Times B e trava de transferências

Na mesma reunião, Bellintani levou duas propostas. A primeira é liberar clubes das séries A, B e C para montar equipes B e inscrevê-las em competições, como fazem Barcelona, Benfica e Porto, abrindo jogos para quem vem da base. A segunda é derrubar a regra que hoje impede um atleta de trocar de clube dentro da mesma divisão depois de 12 partidas. Os dois assuntos ficaram para o próximo encontro dos clubes com a confederação, ainda sem data.

Nova grade de horários

O encontro reuniu representantes dos 40 clubes do Brasileirão e das federações estaduais e aprovou, por unanimidade, a padronização das datas e horários das duas divisões, a partir de um estudo da CBF Academy. O levantamento mediu a dispersão do calendário: entre 2023 e 2025, a Série A usou 51 combinações de horários, e a Série B, 81.

Saem da tabela os jogos de meio de semana às 19h e os de domingo à noite, e as duas divisões deixam de concorrer no mesmo horário. A Série B ganha o sábado como dia central, com três partidas fixas às 18h, e concentra as rodadas de meio de semana entre terça e quinta, às 19h30 ou às 21h. Na Série A, o domingo passa a ser o dia principal, com as 16h de horário âncora, e as quartas-feiras reúnem seis jogos.

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