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Economia Londrina, PR

Transportadoras de Londrina formam motoristas para dirigir carretas

Diante da falta de profissionais com experiência em veículos articulados, quatro empresas da cidade se juntaram ao Setcepar para treinar quem já roda de truck e quer passar para a carreta.

Por Hub News Londrina

2 min de leitura

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Falta gente habilitada para dirigir carreta no Norte do Paraná, e as transportadoras decidiram formar dentro de casa quem ainda não tem essa experiência. Em Londrina, quatro empresas se juntaram numa capacitação teórica e prática voltada a motoristas que nunca conduziram veículos articulados. A primeira turma foi montada com gente indicada pelas próprias contratantes.

A parte prática saiu com equipamento emprestado: a Servopa Caminhões pôs à disposição o cavalo mecânico, a carreta e o abastecimento usados nas manobras. As aulas ficaram com o instrutor Claudio Ferreira e trataram de comportamento profissional, de direção segura e econômica e das situações que aparecem na rotina de estrada. Mandaram motoristas para a turma a ATL Transportes, a Envia Rápido e a Transportadora Matão. Quem organizou foi o Setcepar, sindicato das transportadoras do estado, pelo seu instituto de educação no transporte, repetindo em Londrina um formato já aplicado em Curitiba.

Do truck para a carreta

O perfil mais comum é o do motorista que já roda com caminhão truck e precisa de um preparo específico antes de assumir um conjunto articulado. Ao Jornal União, o instrutor da Transportadora Matão, Maykon Breyslon Alves, disse que há bons profissionais na casa exatamente nessa situação, e que o mercado não resolve o problema sozinho: “existe uma dificuldade para encontrar motoristas” já prontos.

Também ao Jornal União, o gerente de filial da Servopa Caminhões, Mário Canaan, e o diretor regional do Setcepar em Londrina, Marcio Pozzer, descreveram o que custa deixar essa lacuna de lado. Canaan afirmou que erro de operação pesa na segurança, no gasto de diesel e na disponibilidade da frota, e que turmas pequenas, desde que contínuas, formam mais gente do que uma ação isolada. Pozzer resumiu a mudança de régua para quem contrata: “Hoje não basta apenas ter a habilitação adequada”. Ele cita legislação, tecnologia embarcada e responsabilidade sobre a carga entre o que hoje se espera do motorista, e avalia que treinar quem já está empregado encurta tempo e custo para a empresa e vira qualificação para o trabalhador.

A aposta das empresas é chegar às próximas contratações com mais motoristas aptos à carreta na região, à medida que as frotas vão recebendo veículos mais tecnológicos.

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