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Economia Londrina, PR

Quase um quarto dos empresários de Londrina pretende contratar, diz pesquisa

Levantamento do Sebrae/PR e da Fecomércio PR coloca a região à frente de Curitiba e de Maringá, mas 33,8% dos donos de negócio ouvidos relatam dificuldade para achar trabalhador qualificado.

Por Hub News Londrina

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Imagem ilustrativa: Ampla imagem aérea da paisagem urbana e skyline de Londrina sob um céu nublado.
Imagem Ilustrativa Não representa o acontecimento Foto: Rodolfo Gaion via Pexels

Entre as regiões paranaenses ouvidas pelo Sebrae/PR e pela Fecomércio PR, Londrina é a que reúne a maior parcela de empresários dispostos a abrir vagas neste segundo semestre: 24,4% pretendem aumentar o número de funcionários nos próximos meses, conforme noticiou o Jornal União.

A fatia local supera as de Curitiba e da região metropolitana, onde 23,4% dos donos de negócio responderam o mesmo, e a de Maringá, com 23,3%. O Oeste do estado fecha a lista, com 19,8%.

A disposição para contratar, porém, esbarra em quem vai ocupar as vagas. Na mesma pesquisa, 33,8% dos empresários citaram a dificuldade de encontrar trabalhador com qualificação entre os obstáculos que enfrentam.

O gargalo no transporte

No transporte de cargas, a escassez atinge motoristas, mecânicos e técnicos de manutenção, e também funções de gestão, tecnologia e planejamento. Ao Jornal União, o diretor da regional de Londrina do SETCEPAR, Marcio Pozzer, afirmou que há empresas com postos abertos sem conseguir fechar as equipes com gente no perfil que procuram.

Parte do problema é de renovação. Motoristas experientes se aproximam da aposentadoria e, na avaliação das transportadoras, não chegam profissionais novos no mesmo ritmo. A resposta das empresas tem sido formar dentro de casa quem entra com menos estrada, antes de entregar a esses funcionários as operações mais difíceis.

Pozzer resume a estratégia do setor em três verbos — atrair, formar e reter — e diz que a conta não fecha só com dinheiro: o pagamento de um motorista pode passar de R$ 8 mil por mês, mas "salário sozinho não resolve". Na leitura dele, segurança, benefícios, gestão de pessoas e perspectiva de carreira pesam na decisão de permanecer na empresa.

A tecnologia embarcada nos caminhões também mudou o que se pede de quem trabalha no ramo. Telemetria, roteirização, controle de custos e análise de dados já fazem parte da rotina das transportadoras, que passaram a disputar profissionais dessas áreas com outros setores da economia. O recrutamento e a capacitação, no caso do SETCEPAR de Londrina, ficam a cargo da área de recursos humanos da entidade e do Instituto Setcepar de Educação no Transporte (ISET).

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