Projeto na Câmara de Londrina prevê mesas de bares sobre vagas de estacionamento
Proposta do vereador Deivid Wisley transforma em lei a regra das mesas nas calçadas e deixa à Prefeitura a escolha das ruas; a população pôde enviar sugestões até a noite de terça-feira (15).
Bares, restaurantes, lanchonetes e confeitarias de Londrina podem ganhar autorização para instalar mesas e cadeiras não só nas calçadas, mas também sobre as vagas de estacionamento regulamentadas diante do próprio estabelecimento. É o que propõe o Projeto de Lei nº 9/2026, do vereador Deivid Wisley (Novo), discutido em audiência pública na Câmara Municipal na segunda-feira (14).
O texto cria o programa Londrina no Ponto e, dentro dele, a modalidade Espaço Ponto, que funciona nos moldes de um parklet: a área de atendimento avança sobre o trecho da rua hoje ocupado por carros estacionados. Se aprovada, a lei não valerá automaticamente para a cidade inteira. Caberá à Prefeitura escolher as vias liberadas, considerando o desenho urbano, as condições do trânsito e a segurança.
O que muda em relação à regra atual
Hoje, o uso de calçadas pelo comércio é disciplinado pelo decreto municipal nº 134/2025, que alcança o Calçadão e parte das ruas vizinhas e só permite o funcionamento das áreas externas até as 22h. O projeto eleva essa autorização ao patamar de lei, acrescenta as vagas de estacionamento e abre caminho para que outras regiões entrem no programa, desde que autorizadas pelo Executivo.
Conforme o relato do Jornal União, as exigências previstas no projeto incluem:
- passagem livre e contínua de ao menos 1,50 metro na calçada para pedestres;
- instalação com projeto técnico assinado por profissional habilitado;
- seguro de responsabilidade civil para danos a clientes, terceiros ou ao patrimônio público;
- nada fixo: mesas, cadeiras, guarda-sóis e barreiras têm de poder ser retirados;
- limpeza, conservação e segurança do espaço por conta do estabelecimento, que também pagará uma taxa pelo uso.
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O valor da taxa deverá levar em conta, no mínimo, a localização, os metros quadrados ocupados e o potencial comercial do ponto. A Prefeitura terá 60 dias para regulamentar a lei, definindo as ruas autorizadas, o sistema eletrônico de pedidos e análise e a cobrança. Depois de 24 meses de vigência, o Município deverá avaliar os efeitos econômicos, sociais e sobre o trânsito.
Dúvidas levantadas na audiência
Segundo o Jornal União, a vereadora Anne Ada (Avante) perguntou como será fiscalizada a passagem reservada aos pedestres, o que acontece onde a calçada é estreita e como ficam as vagas de idosos e pessoas com deficiência. Também surgiram questionamentos sobre a instalação em bairros residenciais, os horários de funcionamento e a possibilidade de cobrança diferente conforme o local e o tamanho da área. O autor respondeu que esses pontos serão detalhados na regulamentação.
Ainda de acordo com o jornal, Renan Neves Colmiran, que dirige a área de trânsito da CMTU, a companhia municipal responsável pelo trânsito e pela urbanização, disse depois da audiência que o órgão apoia a proposta, mas se preocupa com o convívio entre clientes e veículos. Por isso, recomendou que as ruas sejam listadas com precisão e que cada ponto passe por análise individual, com base no fluxo de carros e no histórico de acidentes. Para ele, a ocupação das calçadas no quadrilátero central não gerou queixas de moradores ou pedestres até agora; o que pede mais atenção é justamente o uso das vagas.
Próximos passos
O prazo para a população enviar contribuições terminou às 23h59 de terça-feira (15). Agora o texto passa pela Comissão de Justiça, Legislação e Redação, recebe parecer das outras comissões permanentes e só então vai a votação em plenário.
- Parklet
- Mesas em vagas de estacionamento
- Bares e restaurantes
- Ocupação do espaço público
- Calçadão de Londrina
- Câmara Municipal de Londrina
- CMTU
- Projeto de lei
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Leia em outras fontes
- Jornal União — Projeto pode liberar vagas de estacionamento para bares e restaurantes em Londrina 15/09/2026
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