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Cultura Londrina, PR

Ana Beatriz Kleber lança no Londrix autobiografia sobre dependência e recaídas

Livro de 272 páginas, publicado pela própria autora, narra uso de cocaína, bulimia e sucessivas internações; a apresentação será em 18 e 20 de setembro, no Museu Histórico de Londrina.

Por Hub News Londrina

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Imagem ilustrativa: Visão ampla de vários livros dispostos cuidadosamente em um mercado de livros, exibindo variedade e abundância.
Imagem Ilustrativa Não representa o acontecimento Foto: Berna via Pexels

A londrinense Ana Beatriz Kleber, a Bia, leva ao Londrix Festival Literário sua primeira autobiografia. As sessões de apresentação estão marcadas para 18 e 20 de setembro, no Museu Histórico de Londrina. O livro "Eu, Bia. Bia e Eu. — Uma história de nóias, neuras e vícios" reúne, em primeira pessoa, anos de dependência química, transtornos alimentares e internações.

A obra tem 272 páginas e foi publicada pela própria autora. Segundo o Jornal União, os capítulos percorrem diferentes fases da vida de Bia e tratam da bulimia, do uso de cocaína e de outros transtornos, de conflitos em família, de relacionamentos abusivos e das sucessivas internações.

O relato não é o de uma recuperação em linha reta. Logo no capítulo de abertura, "Onde cheguei com tudo isso", Bia conta que voltou à cocaína depois de quase sete anos longe da droga e que chegou à 16ª internação. Recaídas, períodos de abstinência e as dificuldades de cada tentativa de tratamento aparecem ao longo do livro, que evita retratar o consumo de drogas de forma romantizada. A autora também reflete sobre o modo como os transtornos e a dependência mexem com a autonomia, com a família e com as escolhas de cada um.

Em declarações publicadas pelo Jornal União, Bia disse que quer tirar o tema do silêncio e do preconceito que ainda o cercam. "Eu quero desmistificar, normalizar e trazer esse tema à tona", afirmou. A intenção, segundo ela, é estimular conversas sobre dependência e saúde mental inclusive dentro de casa — sem que o livro pretenda ocupar o lugar de tratamento com médicos, psicólogos ou outros profissionais.

Formada em Artes Cênicas, com passagens por teatro, televisão e moda, ela apresenta a escrita como parte do processo de dar sentido ao que viveu. Ainda de acordo com o jornal, a autora afirma que hoje sua "loucura" — palavra que ela mesma usa — amadureceu a ponto de não representar mais ameaça a si mesma nem a quem está por perto.

O prefácio é assinado pelo jornalista e compositor londrinense Bernardo Pellegrini, que ressalta o caráter autobiográfico do texto e avalia que o relato pode ajudar a compreender o que atravessam pessoas em situações parecidas.

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