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Comunidade Londrina, PR

Migrantes se reúnem neste sábado para propor política municipal em Londrina

O encontro na Escola Municipal Salim Aborihan, na Zona Norte, é aberto ao público e vai reunir demandas de uma população que o grupo organizador estima em mais de 11 mil pessoas na cidade.

Por Hub News Londrina

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Imagem ilustrativa: Fileiras de cadeiras em local fechado
Imagem Ilustrativa Não representa o acontecimento Foto: Jan van der Wolf via Pexels

Quem vive em Londrina como migrante, refugiado ou apátrida pode participar neste sábado (26) de uma reunião aberta sobre a criação de uma política municipal de migração — e o convite vale também para familiares e para quem só quer acompanhar o assunto. É na Escola Municipal Salim Aborihan; a unidade fica na Zona Norte. O horário vai das 13h30 às 16h. Quem organiza é o GT Migrantes, grupo que reúne desde 2017 pessoas e entidades ligadas ao tema em Londrina e região.

A ideia é sair do encontro com um documento escrito pela própria população migrante — o que o grupo chama de "protocolo popular": um apanhado de necessidades e dos caminhos para atendê-las. Ele deve sustentar a proposta de política municipal de migração que o GT quer ver adotada. Ao Jornal União, Óscar Sousa Domingos, da gestão do grupo, disse que o processo abre caminho para a "institucionalização de uma política migratória no município".

Entram na conversa as dificuldades do dia a dia: documentação e regularização migratória, moradia, trabalho e renda, atendimento em saúde, vaga na escola, assistência social, orientação jurídica e a barreira do idioma.

Quantos migrantes vivem na cidade

Não há número fechado. Segundo o Jornal União, o grupo cita o Sismigra, cadastro federal dos registros migratórios: foram 6.866 registros de pessoas de outros países em Londrina entre 2000 e 2025. Registro, porém, não é o mesmo que morador atual. Óscar explicou ao jornal que há quem tenha se registrado em outro município ou estado antes de se mudar para cá, e quem tenha trocado de endereço depois — por isso o total efetivo pode ser maior. O material distribuído para a reunião trabalha com uma estimativa acima de 11 mil migrantes na cidade.

A reunião tem ainda uma prestação de contas: o GT vai apresentar o que fez desde a II Comigrar, a conferência nacional da área.

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