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Comunidade Londrina, PR

Região de Londrina passa de 11 mil migrantes e discute política de acolhimento

Levantamentos com critérios diferentes apontam de 2,6 mil estrangeiros em 2022 a mais de 11 mil migrantes na região hoje, e o grupo de trabalho local se reúne neste sábado para redigir uma proposta.

Por Hub News Londrina

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O GT Migrantes faz neste sábado (26) uma reunião ampliada para ouvir quem vive essa condição na cidade. O grupo trata, em Londrina e nas cidades vizinhas, das pautas de migrantes, refugiados, apátridas e de suas famílias, e da conversa deve sair o primeiro rascunho de uma Proposta Popular de Política Municipal de Migração. Pode participar qualquer pessoa interessada, com inscrição pelo sistema de eventos da UEL.

Quantas pessoas essa política alcançaria é uma pergunta sem resposta única, porque os levantamentos disponíveis não contam a mesma coisa. Segundo a Folha de Londrina, o Sistema de Indicadores do Município registrava pouco mais de 2.600 estrangeiros morando na cidade em 2022. Quatro anos depois, o número que circula é outro: mais de 11 mil migrantes em toda a região, cifra apresentada por Gil Souza, que ocupa a superintendência-geral da Governança Migratória.

A distância entre os dois números não é só crescimento. Estrangeiro residente e migrante são categorias diferentes, e a segunda é mais larga: cabe nela quem se mudou de um estado para outro dentro do próprio Brasil. Há ainda um terceiro recorte. O Sistema de Registro Nacional Migratório, o Sismigra, contabiliza 6.866 migrantes internacionais que chegaram a Londrina entre 2000 e 2025 — número que o grupo de trabalho usa em seus documentos.

O que a cidade precisa resolver

A lista de gargalos que o grupo leva para a mesa começa na moradia e no trabalho, passa pela documentação civil e pela regularização migratória, alcança a orientação jurídica e a entrada na escola, no posto de saúde e na assistência social, e termina na barreira mais imediata de todas: o idioma. É esse inventário que a reunião pretende converter em caminhos concretos de acesso ao serviço público.

O grupo existe desde 2017 e se dedica a propor, acompanhar e cobrar políticas para esse público em Londrina e nos municípios vizinhos.

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