Mutirão contra o Aedes já passou por 5.047 imóveis no centro de Londrina
Os agentes de Endemias encontraram focos do mosquito em 79 endereços e voltam às casas fechadas em horários alternados; a meta é chegar a cerca de 6 mil imóveis antes de mudar de região.
Quase um quarto dos endereços visitados pela força-tarefa contra o Aedes aegypti no centro de Londrina estava fechado quando as equipes passaram: 1.466 dos 5.047 imóveis já percorridos. Segundo a Prefeitura, essas casas e lojas entram na lista de revisita, em horários alternados — começo de manhã, fim do dia e, se for preciso, no fim de semana. Onde ninguém atende, fica um aviso oficial, e a equipe procura síndicos e administradores de galerias.
A operação é da Vigilância Ambiental, ligada à Secretaria Municipal de Saúde, e reúne cerca de 50 agentes de Endemias no Calçadão, nos bairros do entorno e em outros pontos de grande circulação. Foram identificados 79 focos do mosquito, o equivalente a 1,56% dos imóveis trabalhados. A vistoria continua até alcançar por volta de 6 mil endereços, e a secretaria já estuda para qual região levar a ação depois.
O gerente da Vigilância Ambiental, Nino Ribas, avaliou que o índice não configura surto descontrolado, mas que o centro amplia o risco por concentrar comércio, serviços e o trânsito diário de gente vinda de toda a cidade. "Um foco não tratado no centro representa risco amplificado de transmissão para múltiplos bairros", afirmou. Ele pediu atenção redobrada logo depois das chuvas, que apressam a eclosão dos ovos e enchem calhas, copos e materiais deixados em obras.
Nas mesmas visitas, os agentes orientam moradores e comerciantes sobre escorpiões, principalmente quanto a guardar e descartar materiais que possam virar abrigo.
Dengue em queda na cidade
O boletim epidemiológico mais recente da secretaria confirma 1.311 casos de dengue em 2026, contra 4.815 no mesmo intervalo de 2025 — queda de 73%. As mortes passaram de nove para duas. No ano, o município registrou 11.645 notificações, das quais 10.073 foram descartadas e 261 seguem em análise. Os números são preliminares.
A prefeitura também prepara uma nova etapa do método Wolbachia em Londrina, em que mosquitos criados com a bactéria reduzem a capacidade de transmitir dengue, zika, chikungunya e febre amarela. A soltura deve começar em 20 de outubro. A tecnologia é conduzida pela Fiocruz em parceria com o Ministério da Saúde e operada pela Wolbito do Brasil. Uma primeira fase foi feita na cidade entre 2024 e 2025.
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- TEM Londrina — Força-tarefa contra dengue já vistoriou mais de 5 mil imóveis na área central 25/09/2026
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