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Curta rodado em Londrina leva prêmio em festival de ficção científica

O curta “Sombria”, de Rodrigo Grota, filmado na cidade em abril de 2025 com patrocínio da Prefeitura, recebeu o Prêmio Poética Entropia no 5º Sci-Fi Floripa, anunciado no domingo (20).

Por Hub News Londrina

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Imagem ilustrativa: Visão detalhada de uma claquete de filme interna, destacando ferramentas da indústria cinematográfica.
Imagem Ilustrativa Não representa o acontecimento Foto: StockHouse Films llc via Pexels

Filmado em Londrina em abril de 2025, o curta “Sombria” voltou premiado de Florianópolis. O trabalho do cineasta Rodrigo Grota recebeu o Poética Entropia, escolhido pelo júri do Sci-Fi Floripa, mostra dedicada ao cinema de ficção científica que chegou neste ano à quinta edição. O resultado saiu no domingo (20), informou a Prefeitura de Londrina.

A categoria reconhece obras que trazem “novas formas de construção do fantástico”, conforme o critério divulgado pelo evento. Ao justificar a escolha nas redes sociais, o júri apontou o acabamento artístico do curta e a maneira como ele constrói uma atmosfera própria a partir de som, corpo e imagem, além do diálogo com o conto “Os Autômatos”, de E. T. A. Hoffmann.

A mostra ocorreu entre 1º e 5 de setembro, na capital catarinense, e recebeu mais de 500 inscrições vindas de 33 países. Antes disso, em 28 de agosto, “Sombria” já havia sido exibido em Curitiba, no Djanho, mostra de cinema fantástico que este ano chegou à nona edição.

Como o filme foi feito

As gravações duraram cinco dias, entre 21 e 25 de abril de 2025, na cidade. O dinheiro veio da Prefeitura, pela Lei Paulo Gustavo, e do Governo Federal. Jackeline Seglin interpreta Solange e Sofia Cornwell faz Agnes; o elenco reúne ainda Den Braen Macedo, Tiago Daniel e Thainara Pereira.

Agnes é um autômato criado para atuar num filme de terror e que passa a querer decidir sobre a própria vida. Solange, encarregada da limpeza do estúdio, se encanta com a figura e a leva para casa.

O ponto de partida é um conto que Hoffmann publicou em 1814, e o curta se soma a outros trabalhos em que Grota recorre ao realismo fantástico para tratar do presente. Não há diálogo nem narração: a história se conta por imagem, e a cor separa o que é real do que Agnes sonha.

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