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Cultura Londrina, PR

Biblioteca de Londrina permite consulta agendada a obras publicadas desde 1710

Exemplares raros não saem do prédio: a leitura exige justificativa, agendamento e acompanhamento da equipe, e o título mais antigo da coleção é um catecismo francês impresso em 1710.

Por Hub News Londrina

2 min de leitura

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Imagem ilustrativa: Acervo - Biblioteca Pública Municipal de Londrina
Foto: Tatiane Batista dos Santos via Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Quem pesquisa a história de Londrina, do norte do Paraná ou tem curiosidade por edições antigas pode pedir para consultar a coleção de obras raras da Biblioteca Pública Municipal, na Avenida Rio de Janeiro, 413. Esses livros não são emprestados: a leitura acontece dentro do prédio, com hora marcada, depois de o interessado apresentar uma justificativa, e sempre com alguém da equipe acompanhando.

O item mais velho do conjunto saiu da gráfica em 1710: é o catecismo "Instructions générales en forme de catéchisme", escrito pelo francês François-Aimé Pouget. Há ainda, entre outros, um volume de 1884 com a obra de Camões; o relato de viagem que o naturalista Louis Agassiz publicou em 1868 com o título "A Journey in Brazil"; um ensaio de Diderot lançado em 1754 sobre a interpretação da natureza; e um tratado físico-matemático sobre rios assinado por Domenico Guglielmini em 1739. As raridades integram um acervo total de aproximadamente 70 mil títulos.

Idade não é o único critério para um livro entrar nessa categoria. A maior parte chega por doação, e a equipe avalia a data de publicação, se é primeira edição ou de tiragem limitada e o contexto histórico. Marcas que tornam o exemplar único também contam — dedicatória, autógrafo, anotação à mão, carimbo —, assim como encadernação, ilustrações e projeto gráfico. Por isso, até um livro relativamente recente pode ser classificado como especial.

A conservação é diferente da dispensada ao acervo comum. As obras passam por higienização periódica e cada uma fica em caixa própria, feita de papel sem ácido e com reserva alcalina, material que retarda a degradação química das folhas. As caixas são guardadas em armários fechados com portas de vidro, que barram poeira, poluição e agentes biológicos — algo que pesa num prédio da região central. Durante a consulta, podem ser exigidas luvas e máscara.

De acordo com o Jornal União, o bibliotecário Marcos Moraes disse que os títulos mais procurados dessa coleção são os que tratam da história de Londrina, da região e do Paraná. O secretário municipal de Cultura, Marcão Kareca, defendeu a preservação como forma de manter esse patrimônio aberto a quem estuda e pesquisa, agora e nas próximas gerações.

No acervo de circulação, a regra geral segue a mesma: cada leitor pode retirar até três livros por 15 dias, com direito a duas renovações. As orientações para agendar a consulta às obras raras são dadas na própria biblioteca.

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