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Cultura Londrina, PR

Batuque na Caixa treina 55 oficineiros para acolher crianças neurodivergentes

Projeto cultural criado em Londrina em 1998 vai adaptar oficinas com Braile, Libras e audiodescrição; a 25ª edição atende cerca de 2,7 mil crianças e adolescentes até março de 2027.

Por Hub News Londrina

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Imagem ilustrativa: Close das mãos de um músico tocando congas em ambiente fechado, destacando o ritmo e a percussão.
Imagem Ilustrativa Não representa o acontecimento Foto: Gonzalo 8a via Pexels

Os 55 oficineiros da 25ª edição do Batuque na Caixa, projeto de arte e educação nascido em Londrina, começaram uma capacitação voltada ao atendimento de crianças e adolescentes neurodivergentes. O propósito é ajustar materiais e métodos das oficinas, que são gratuitas, para que esse público consiga participar delas.

A formação está a cargo de Pollyanna Sela, musicoterapeuta e arteterapeuta especializada em Análise do Comportamento Aplicada (ABA). Segundo o Jornal União, ela tem três anos de trabalho direto com crianças neurodivergentes e chegou a acompanhar cerca de 35 delas numa clínica especializada de Londrina, com terapias que envolviam teatro, música e dança.

Nesta primeira fase, a prioridade é preparar a equipe e produzir recursos visuais. Para quem tem deficiência visual, haverá textos impressos em Braile e códigos QR bem sinalizados; os vídeos terão tradução para Libras e audiodescrição. Depois virão módulos sobre metodologia, técnica e pedagogia, com atividades práticas.

Ao jornal, Pollyanna explicou que o oficineiro precisará perceber como cada participante reage aos estímulos da oficina: uma criança mais sensível a estímulos sensoriais pode precisar de um espaço com menos elementos em volta, enquanto outra responde melhor a recursos visuais ou a certos objetos e movimentos. Ela afirmou ainda que a proposta não substitui a metodologia do projeto, e sim soma adaptações a ela, e que o curso também vai orientar a relação com pais e responsáveis das crianças que precisam de mais apoio. Parte da equipe já tem experiência com crianças com deficiência.

Aldo Moraes, músico e compositor, idealizou o projeto em 1998, junto com o Instituto Cultural Arte Brasil, e hoje as oficinas chegam a localidades de seis estados. A edição atual vai até março de 2027 e reúne cerca de 2,7 mil crianças e adolescentes. Segundo o Jornal União, Moraes afirmou que abrir as oficinas a pessoas neurodivergentes assegura a elas o acesso à cultura, à educação e ao lazer, previsto na Constituição. O projeto também planeja medidas para facilitar o deslocamento dos participantes e levar oficinas a comunidades com dificuldade de acesso.

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