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Educação Londrina, PR

Alunos de técnico em informática em Londrina criam protótipos para a comunidade

No projeto GoIT, que vai de setembro a novembro, estudantes de uma escola social marista da zona norte desenvolvem soluções com apoio de mentores do mercado; as melhores propostas serão premiadas.

Por Hub News Londrina

2 min de leitura

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Imagem ilustrativa: Estudantes usando laptops em um ambiente de sala de aula com um professor supervisionando, promovendo a educação digital.
Imagem Ilustrativa Não representa o acontecimento Foto: Alena Darmel via Pexels

Turmas do curso técnico em Informática para Internet, oferecido junto com o ensino médio pela Marista Escola Social Irmão Acácio, vão passar os próximos meses buscando respostas tecnológicas para problemas que identificaram no lugar onde vivem. A escola fica na zona norte de Londrina, e o trabalho acontece dentro do projeto GoIT, que combina tecnologia, inovação e empreendedorismo e se estende de setembro a novembro.

O ponto de partida são desafios socioambientais da região. Cada equipe elege uma questão, investiga o que a provoca, propõe uma saída e chega a um protótipo testado com usuários. Os ODS, metas de desenvolvimento sustentável definidas pela ONU, servem de baliza para as propostas.

Do diagnóstico à banca

Segundo o Jornal União, o percurso tem seis fases ao longo dos três meses. Nas primeiras, os alunos têm contato com ferramentas digitais e com o STEAM, abordagem que reúne ciência, tecnologia, engenharia, artes e matemática, e fazem dinâmicas de criatividade baseadas em Design Thinking. Em seguida, cada grupo define o problema do bairro que vai atacar e estuda suas origens e como ele se manifesta.

Com esse diagnóstico, as equipes montam um Mínimo Produto Viável (MVP) — a primeira versão da solução —, mostram as telas a usuários e fazem ajustes conforme o retorno. A etapa final é de preparação para defender o trabalho diante de uma banca, com treino de oratória, storytelling e técnicas de apresentação. Os projetos que se destacarem serão premiados.

Durante todo o processo, os grupos são orientados por professores e por profissionais de empresas que atuam como mentores voluntários, da análise do desafio à validação das ideias, ao desenho das telas e à apresentação. A ideia é que os jovens pratiquem rotinas comuns no mercado de tecnologia, como pesquisar um problema, validar hipóteses e construir protótipos.

Em declaração reproduzida pelo Jornal União, o diretor da unidade, Luiz Fernando da Silva, disse que o projeto liga o conteúdo da sala de aula às necessidades das empresas e da sociedade. Para ele, ao olhar para os ODS e para o lugar onde mora, o aluno "deixa de ser um mero consumidor de tecnologia" e passa a propor soluções viáveis em temas como sustentabilidade, inovação e educação de qualidade.

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