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Cultura Irati, PR

Memórias do Santa Rita viram livro com relatos de quem viveu a instituição

Dagoberto Waydzik reuniu fotografias, documentos e depoimentos sobre a instituição de Irati; a pesquisa ouviu acolhidos, voluntários e colaboradores para preservar histórias do cotidiano.

Por Hub News Irati

2 min de leitura

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Imagem ilustrativa: Uma mesa rústica de madeira com livros antigos, texto aberto e uma xícara, iluminada por uma luz suave.
Imagem Ilustrativa Não representa o acontecimento Foto: Brett Sayles via Pexels

Um arquivo de fotografias, documentos e entrevistas deu origem a “Onde o Tempo Ganha Morada”, obra dedicada ao Santa Rita, instituição que acolhe idosos em Irati. O autor, Dagoberto Waydzik, buscou nas experiências de moradores e colaboradores o material para contar essa história.

Em entrevista à Rádio Najuá, Waydzik relatou que passou aproximadamente cinco ou seis meses pesquisando. A coleta de depoimentos alcançou voluntários, diretores e antigos trabalhadores. Juliana, uma das colaboradoras, ajudou com o acervo histórico que mantém sobre a instituição.

O escritor disse à rádio que o livro reúne situações de dificuldade, superação e alegria. Maruxa, administradora cuja dedicação atravessou mais de três décadas, recebeu um capítulo. Conforme o relato dele, ela chegou a permanecer no trabalho também à noite e voltava para casa nos fins de semana.

Entre as pessoas ouvidas pelo autor está Eugênio Demczuk, com 37 anos de atuação no Santa Rita, segundo a entrevista. Também colaborou Antônio Ferreira Santos Filho, engenheiro chamado de Tuco.

Vínculo anterior à pesquisa

Waydzik explicou à Najuá que sua própria relação com a instituição envolveu voluntariado, serviços profissionais, projetos e obras. Engenheiro civil de formação, ele mantém a escrita como interesse pessoal e vê nos livros uma maneira de conservar a memória: “o registro num livro é fundamental para a história do futuro”.

Ao falar das origens do Santa Rita ao veículo, o autor apontou 1957 como o ano de criação, durante a administração de João Mansur. A primeira sede, contou, era de madeira e ficava na Rua Conselheiro Zacarias, onde está atualmente o Laticínio São Miguel.

A apresentação da obra foi anunciada pela reportagem para as 19h de 17 de setembro, no Salão Luiza Sedoski. O conteúdo descrito pelo escritor preserva, além dessa trajetória institucional, as lembranças de quem participou do cuidado e do acolhimento ao longo dos anos.

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