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Saúde Curitiba, PR

Hospital do Idoso de Curitiba chega a mil cirurgias de próstata a laser pelo SUS

O programa Curitiba Sem Sonda operou na quinta-feira (24) o milésimo paciente com a técnica HoLEP, que trata o aumento benigno da próstata sem cortes externos; em 2022, a previsão era de 14 casos.

Por Hub News Curitiba

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Imagem ilustrativa: Sala de cirurgia vazia em hospital
Imagem Ilustrativa Não representa o acontecimento Foto: mspark0 via Pixabay

O milésimo paciente do programa Curitiba Sem Sonda foi operado na quinta-feira (24), no Hospital Municipal do Idoso Zilda Arns. É um homem de 80 anos que chegou ao hospital encaminhado pela Unidade de Saúde Fernando de Noronha. Ao Bem Paraná, ele contou que levantava "cinco, seis vezes" por noite para ir ao banheiro — o incômodo tirava o sono e o fez parar de visitar o filho em Campo Grande (MS).

O programa usa a HoLEP, cirurgia a laser para a hiperplasia benigna da próstata, e o hospital municipal foi o primeiro do país a oferecê-la pelo SUS. A doença é um crescimento não canceroso da glândula, que aperta a uretra e atrapalha a saída da urina. Afeta aproximadamente metade dos homens acima dos 50 anos e fica mais frequente com a idade; nos quadros graves, o paciente passa a depender de sonda para esvaziar a bexiga.

No procedimento, câmera e laser entram pela própria uretra e removem o tecido que obstrui a passagem, sem incisão na pele. Comparada à operação convencional, a técnica sangra menos e encurta tanto a internação quanto o tempo com sonda.

De 14 pacientes previstos a mil

Quando começou, em 2022, o programa previa atender 14 pessoas. Em julho deste ano, o hospital já somava 942 procedimentos. O urologista Thiago Hota, um dos criadores do Curitiba Sem Sonda, disse ao Bem Paraná que a segurança do método permitiu indicar a cirurgia até para pacientes com mais de 90 anos — entre eles, um de 100. Para ele, a sonda "compromete drasticamente a qualidade de vida" e traz risco de infecção urinária e de lesão na uretra. Hota lembra ainda que a pandemia, quando muita gente ficou longos períodos com sonda à espera de cirurgia, tornou a busca por alternativa mais urgente.

A experiência acumulada fez da unidade um centro de formação: o Brazilian Enucleation Meeting, realizado lá neste ano, reuniu especialistas de 24 estados e 16 países.

A secretária municipal da Saúde, Tatiane Filipak, afirmou que a marca mostra o SUS de Curitiba à frente na adoção de novas tecnologias. A diretora executiva do hospital, Méri Barth, atribuiu o resultado ao trabalho da equipe médica e às parcerias com as empresas Quanta e Handle.

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