Coxa leva 5 a 0 do Vasco em São Januário e repete pior placar no Brasileirão
O clube já havia levado 5 a 0 quatro vezes na competição — duas em 1984, uma em 1996 e outra em 2008 —, e segue em nono lugar, com 38 pontos, sem jogar até 8 de outubro por causa da Data Fifa.
Nenhum adversário jamais venceu o Coritiba por mais de cinco gols de diferença no Campeonato Brasileiro, e o Vasco chegou a esse limite na noite de sábado (19), em São Januário: 5 a 0, pela 28ª rodada.
O resultado manteve o Coxa na parte de cima da tabela, em nono lugar com 38 pontos, e deixou o time carioca em 16º, com 31. Antes desta noite, o clube paranaense havia levado 5 a 0 quatro vezes no Brasileirão: duas em 1984, do Fluminense e do Grêmio, uma em 1996, do Palmeiras, e outra em 2008, do Flamengo. A maior derrota de toda a história coxa-branca continua sendo o 7 a 0 para o Palestra, em 1930, pelo Campeonato Paranaense. Os dados históricos são do site HistoriadoCoritiba.com.br.
Dois gols antes do intervalo
O primeiro tempo foi de mão única. O Vasco finalizou 13 vezes contra três do Coritiba, obrigou o goleiro Pedro Morisco a cinco boas intervenções e marcou duas vezes: aos 22 minutos, Colidio completou o cruzamento que Paulo Henrique levou à área e Lescano ajeitou; aos 44, Bruno Duarte fechou a etapa depois de bola cruzada por Andrés Gómez. A única chance clara do Coxa saiu aos 39, em falta cobrada por Josué e cabeceada por Tiago Cóser em cima de Léo Jardim.
Na volta do intervalo, o técnico Fernando Seabra mexeu em três posições, com as entradas de Paulo Roberto, Nicolás Fonseca e Fabricio Bustos. O time subiu e ficou mais exposto. Aos oito minutos, Fonseca derrubou Lescano na área e o próprio meia argentino converteu o pênalti. Aos 17, Andrés Gómez passou por Rodrigo Moledo e chutou no canto. Aos 28, Hinestroza cruzou rasteiro para Ramon Rique fazer o quinto. O Vasco ainda acertou duas bolas na trave.
Nove ausências e um lateral improvisado
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Bustos, lateral-direito argentino, e Fonseca, volante uruguaio, estrearam pelo Coritiba. Os dois vieram do River Plate e não entravam em campo desde maio.
Ao todo, nove jogadores faltaram ao time paranaense. Um deles por suspensão: o ponta Breno Lopes, expulso no Atletiba. Os outros oito estavam em recuperação — Keno, Brian Ocampo, Richard, Jacy, Felipe Jonatan, Lucas Taverna, Tinga e JP Chermont. Como três desses eram laterais-direitos, Seabra improvisou o volante Vitor Tissi na posição.
Na entrevista coletiva depois da partida, ao Bem Paraná, o treinador chamou a noite de "muito doída" e disse que o jogo foi atípico em relação ao que a equipe vem apresentando na competição. Atribuiu o placar a "uma série de adversidades" e ao bom momento do adversário, e afirmou que não faltou dedicação. "Esse jogo não apaga tudo que está sendo construído", declarou. Sobre a escolha de Fabinho para a vaga de Breno Lopes, disse que o atacante vinha atuando bem como ponta e como meia e tinha rodagem para um cenário como aquele. Bustos, segundo o técnico, ainda não reúne condição de jogar os 90 minutos.
Os números finais mostram o desequilíbrio: 32 finalizações do Vasco contra quatro do Coritiba, apenas uma no alvo, com 35% de posse de bola para o time paranaense. Os dados são dos sites WhoScored e Sofascore.
O Coxa volta a campo depois da Data Fifa, em 8 de outubro, contra o Fluminense, no Maracanã.
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