Pular para o conteúdo
Hub News
Cultura Curitiba, PR

Feira Sou Sul põe queijo, mel e café com selo de origem no centro de Curitiba

O evento é gratuito no sábado e no domingo, das 10h às 18h, e traz aulas com chefs que abrem 15 vagas por turma, distribuídas por ordem de chegada; o Paraná lidera o país em registros de origem.

Por Hub News Curitiba

3 min de leitura

Compartilhar:
Telegram Enviar por e-mail Imagem para story Imagem para feed
Imagem ilustrativa: Dois potes de mel sobre tapete trançado com folhas de eucalipto
Imagem Ilustrativa Não representa o acontecimento Foto: Natalia Olivera via Pexels

O mel de melato da bracatinga só aparece em anos pares, e este é um deles. As abelhas não vão às flores: recolhem o líquido adocicado que a cochonilha excreta ao sugar a seiva da bracatinga. A árvore é nativa do Sul e cresce no planalto, em altitudes superiores a 700 metros. O mel que sai dali é âmbar escuro, menos doce, tem notas amadeiradas e não cristaliza. É um dos produtos que chegam ao centro de Curitiba neste sábado (26) e domingo (27), na primeira Feira Sou Sul.

Todos os itens da feira têm Indicação Geográfica (IG), o registro concedido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) ao nome de um lugar quando o que se produz ali tem características próprias. Vêm dos três estados do Sul: há queijos de Witmarsum e erva-mate São Matheus, além de café do Norte Pioneiro, bala de banana de Antonina e ginseng de Querência do Norte. O Paraná é o primeiro do país em número de registros, com 28, segundo o Sebrae/PR, que promove o evento ao lado do Fórum Origens Paraná e da Curitiba Honesta.

O que o selo muda para quem produz

A área reconhecida para o melato da bracatinga cobre 134 municípios — 107 em Santa Catarina, 15 no Rio Grande do Sul e 12 no Paraná, entre eles União da Vitória, Cruz Machado e General Carneiro. O produtor Marcos Venturin, que estará na feira, calcula que o registro elevou o preço em até 50% em relação ao mel comum, e afirma que 95% da produção catarinense é exportada para a alta gastronomia, principalmente para Alemanha, Estados Unidos e Japão.

"A IG é uma garantia de que o produto é genuíno e tem qualidades particulares ligadas ao território", disse o produtor, segundo o Me Gusta Curitiba. Para Sérgio Medeiros, da Curitiba Honesta, a feira serve para dar ao público acesso a esses produtos e para aproximar os produtores de restaurantes e bares, conforme o HojePR.

As aulas têm 15 vagas cada

Os dois dias têm aulas abertas com chefs, sem inscrição prévia: são 15 lugares por turma, por ordem de chegada, e quem participa prova o que foi preparado. No sábado, a primeira é às 14h, com cordeiro na parrilla pelo assador Carlos Fogo; às 15h entra a cozinha de Délio Canabrava, e às 16h a confeiteira Roberta Schwanke trabalha com camomila de Mandirituba e cachaça de Morretes. No domingo são duas: às 15h, Sérgio Medeiros ensina a carne de onça de Curitiba, e às 16h Felipe Cavalcanti apresenta uma mousse de erva-mate.

A feira fica no Espaço Nova Onda, no centro, e abre das 10h às 18h nos dois dias, com entrada gratuita. Os produtos estão à venda, e há o que comer no local — entre outras coisas, sanduíche de porco moura e bebidas com erva-mate.

Encontrou alguma informação incorreta?

Nos ajude a manter o conteúdo correto.

Quando
26 de setembro de 2026, 10:00
Onde
Espaço Nova Onda
Organização
Sebrae/PR, Fórum Origens Paraná e Curitiba Honesta

Você marcou muitas publicações em pouco tempo. Espere um minuto e tente de novo.

Comentários

Nenhum comentário ainda.

Imagens dos leitores

Ainda não há fotos desta publicação. Se você esteve lá, mande a sua.

Leia em outras fontes

O texto acima é nosso, escrito a partir dos fatos. Para uma cobertura mais completa e aprofundada sobre o assunto, ou para visualizar imagens ou vídeos oficiais, acesse os links acima.