Empresa de criptoativos sediada em Curitiba é alvo de suspeita de pirâmide
A OnilX, do empresário Fábio Lino, é apontada em reportagem da Record como origem de prejuízo para cerca de 30 mil investidores; um deles diz ter R$ 110 mil bloqueados desde junho.
Uma empresa de criptoativos que hoje tem sede em Curitiba, a OnilX, é apontada como suposta pirâmide financeira em reportagem do Jornal da Record reproduzida pelo Angelo Rigon. A estimativa citada é de cerca de 30 mil investidores prejudicados, atraídos pela promessa de rendimento acima do que o mercado paga.
Registrada como ActivosX Onil Exchange Internacional S/A, a companhia é ligada ao empresário Fábio Lino. O mesmo grupo reúne a Onil Business, a MGA Capital e a Activosx Markets. A marca circula na televisão do estado, onde é a principal anunciante do telejornal Bom Dia Paraná, da RPC, e no esporte: patrocina o time de futebol de Maringá.
À Record, um investidor que mora na Itália contou ter aplicado R$ 265 mil e afirmou estar desde junho sem acesso a R$ 110 mil. Ele associou a confiança que depositou no negócio à presença de nomes conhecidos nos eventos: "O ex-ministro Paulo Guedes fazia várias palestras ali, isso é uma coisa que dava muita confiabilidade para nós investidores".
O nome da empresa já havia aparecido em 2023 na CPI das Pirâmides, na Câmara dos Deputados, que registrou unidades dela em Curitiba e em outras cidades paranaenses, além de endereços em São Paulo e em Santa Catarina. O texto publicado não traz resposta da OnilX nem de Lino às suspeitas.
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