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Secretário da Força Aérea revela que os EUA já mantêm armamento em órbita

Troy Meink disse numa conferência militar que o país tem armas de controle espacial no espaço, sem informar quantas são nem como funcionam; é a primeira admissão pública do tipo.

Por Hub News

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Imagem ilustrativa: Satélite em órbita sobre a Terra.
Imagem Ilustrativa Não representa o acontecimento Foto: SpaceX via Pexels

Os Estados Unidos passaram a dizer em voz alta o que suas Forças Armadas evitavam confirmar: há armamento americano de controle espacial já posicionado em órbita. O reconhecimento veio no dia 14, num discurso do secretário da Força Aérea, Troy Meink, durante uma conferência militar.

"Os Estados Unidos agora têm, em órbita, armas de controle espacial capazes de defender as forças conjuntas contra adversários hostis", disse Meink, segundo o portal O Sul. Ele não revelou de que equipamentos se trata, quantos estão lá em cima nem de que maneira operam.

Um funcionário do governo americano, em conversa anônima com o Washington Post, descreveu a finalidade: destruir ou neutralizar um satélite inimigo que esteja sendo usado para atingir tropas ou satélites dos EUA. A Força Espacial do país afirmou em nota que essas capacidades servem tanto ao ataque quanto à defesa. Por meios cinéticos e não cinéticos, diz o comunicado, os militares podem contestar o controle do espaço e alcançar recursos de um adversário.

Por que a frase importa

Satélites sustentam comunicação, vigilância e navegação militares, e é por isso que desligá-los se tornou um objetivo de guerra. Autoridades americanas costumavam tratar o assunto como matéria de segurança nacional e desviar das perguntas — em 2022, o primeiro chefe de operações espaciais da Força Espacial, John Raymond, resumia o objetivo do país como impedir a guerra. Os próprios EUA apresentam agora a capacidade como dissuasão: o adversário que souber da reação possível hesitaria antes de atacar.

A descrição oficial não detalha os equipamentos, mas indica que eles podem interferir em sistemas espaciais alheios ou atacá-los. Em paralelo, os americanos desenvolvem uma rede de interceptadores baseados no espaço, peça futura do Golden Dome, o sistema antimísseis que é uma das apostas militares do governo de Donald Trump. Segundo Meink, esses interceptadores já estão prontos para voar.

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