Pular para o conteúdo
Hub News
Política Mundo

Eleição da Duma leva urnas a áreas ucranianas sob controle da Rússia

Moscou afirma ter 3,5 milhões de eleitores em Donetsk, Luhansk, Kherson e Zaporizhzhia; Kiev e a União Europeia dizem que não vão reconhecer o resultado nos territórios ocupados.

Por Hub News

Atualizado em

Compartilhar:
Telegram Enviar por e-mail Imagem para story Imagem para feed
Imagem ilustrativa: Urna de votação de madeira com cédula sobre ela
Imagem Ilustrativa Não representa o acontecimento Foto: planet_fox via Pixabay

Começou na sexta-feira (18) e vai até este domingo (20) a votação para a Duma, câmara baixa do Parlamento russo. É a primeira eleição parlamentar em que Moscou inclui moradores de regiões ucranianas que ocupa e declarou anexadas durante a guerra. O governo da Ucrânia considera o pleito ilegal e pediu que nem governos estrangeiros nem organismos internacionais aceitem o que sair das urnas.

Nas áreas ucranianas sob domínio russo e em algumas regiões da Rússia perto da fronteira, a votação já havia começado no fim de agosto, o que autoridades russas justificaram por motivos de segurança. Moscou calcula em mais de 3,5 milhões o número de eleitores nas partes que controla de Donetsk, Luhansk, Kherson e Zaporizhzhia — as quatro regiões cuja anexação anunciou em setembro de 2022, sem controlá-las integralmente. A anexação não tem reconhecimento internacional, o mesmo valendo para a Crimeia, tomada em 2014, onde também se vota.

O presidente russo, Vladimir Putin, disse nesta semana que os moradores dessas quatro regiões escolheriam deputados pela primeira vez desde o que chamou de "reunificação com a Rússia", e que militares mobilizados na guerra também participariam.

A Comissão Europeia informou que a União Europeia não reconhecerá a votação nem seus resultados nos territórios ocupados. "É outra violação flagrante do direito internacional", afirmou o porta-voz Christian Wigand.

Nove organizações ucranianas de direitos humanos pediram, em conjunto, que quem mora nas áreas ocupadas não compareça. Segundo o Diário do Grande ABC, que reproduz reportagem da Associated Press, a coordenadora do grupo Donbas SOS, Violeta Artemchuk, relatou que integrantes das comissões eleitorais vão de casa em casa escoltados por militares e agentes de segurança da Rússia para pressionar quem vive ali. Ela afirmou ainda que servidores públicos são ameaçados de demissão se não votarem, e que aposentados e beneficiários de programas sociais sofrem pressão ligada ao pagamento desses benefícios — alegações que a agência registrou sem confirmação independente. A mesma reportagem descreve, numa seção eleitoral da parte de Donetsk sob controle russo, eleitores depositando cédulas com um soldado armado dentro do local.

  • Guerra na ucrânia
  • Rússia
  • Territórios ocupados
  • Eleição parlamentar
  • Duma
  • Donetsk
  • Crimeia
  • União europeia

Encontrou alguma informação incorreta?

Nos ajude a manter o conteúdo correto.

Você marcou muitas publicações em pouco tempo. Espere um minuto e tente de novo.

Comentários

Nenhum comentário ainda.

Imagens dos leitores

Ainda não há fotos desta publicação. Se você esteve lá, mande a sua.

Leia em outras fontes

O texto acima é nosso, escrito a partir dos fatos. Para uma cobertura mais completa e aprofundada sobre o assunto, ou para visualizar imagens ou vídeos oficiais, acesse os links acima.