Pular para o conteúdo
Hub News
Obras e infraestrutura Mundo

Cuba tem novo apagão nacional e Havana passa a noite com metade sem luz

Foi a sétima queda geral do sistema elétrico cubano em 2026; no sábado, 14 das 15 províncias já haviam sido religadas, mas só 48% dos moradores da capital tinham energia à noite.

Por Hub News

Atualizado em

Compartilhar:
Telegram Enviar por e-mail Imagem para story Imagem para feed
Imagem ilustrativa: Vista aérea de Havana, Cuba, mostrando o skyline da cidade sob um céu nublado
Imagem Ilustrativa Não representa o acontecimento Foto: Jorge García via Pexels

O sistema elétrico de Cuba desligou por completo na sexta-feira (18), no sétimo apagão de alcance nacional que a ilha registra em 2026. Segundo a Rádio Pampa, o Ministério de Energia e Minas cubano confirmou a desconexão total da rede.

Desde o fim de 2024, o país de 9,4 milhões de habitantes soma 12 interrupções de grande proporção. No colapso anterior, no começo de agosto, o serviço levou 36 horas para voltar.

No fim da tarde de sábado, ainda conforme a Rádio Pampa, a União Elétrica de Cuba (UNE) informou ter religado a rede em 14 das 15 províncias — só Guantánamo, no extremo leste, continuava fora do sistema. Religar a rede, porém, não é o mesmo que ter luz: pela pouca capacidade de geração disponível, áreas extensas seguiram no escuro, entre elas a capital, onde apenas 48% dos moradores tinham fornecimento na noite de sábado. "Aqui tivemos mais ou menos quatro horas de luz à tarde e depois cortaram de novo", contou à agência AFP a pensionista Lucía Martínez, que mora na zona oeste de Havana.

A crise, ainda segundo a Rádio Pampa, vem de duas pontas: as sete termelétricas que sustentam a rede nacional estão velhas, e falta combustível para movimentá-las. Com esse combustível, dizem as autoridades da UNE, a religação seria bem mais rápida. Nas últimas semanas, os cortes passaram de 30 horas seguidas na capital e de 60 horas em outras províncias. Sem energia, falta também água, e param os ventiladores de que a população depende diante do calor.

O embargo americano à ilha está em vigor desde 1962, e em janeiro o governo de Donald Trump apertou as restrições ao envio de petróleo. De lá para cá, Washington liberou a chegada de um único navio russo, com 100 mil toneladas em março — carga que, pelo relato reproduzido pela Rádio Pampa, já foi consumida. As sanções a estatais cubanas também levaram empresas estrangeiras a suspender operações no país. No fim de junho, o chanceler cubano, Bruno Rodríguez, afirmou que as conversas com os americanos não avançavam. Para Havana, a responsabilidade pelo estado da rede elétrica é de Washington; para os Estados Unidos, da má gestão econômica do próprio governo cubano. Diante da crise, a ilha começou a adotar reformas de abertura de mercado.

  • Cuba
  • Apagão
  • Crise energética
  • Usinas termelétricas
  • Havana
  • Embargo americano
  • União elétrica de cuba
  • Falta de combustível

Encontrou alguma informação incorreta?

Nos ajude a manter o conteúdo correto.

Você marcou muitas publicações em pouco tempo. Espere um minuto e tente de novo.

Comentários

Nenhum comentário ainda.

Imagens dos leitores

Ainda não há fotos desta publicação. Se você esteve lá, mande a sua.

Leia em outras fontes

O texto acima é nosso, escrito a partir dos fatos. Para uma cobertura mais completa e aprofundada sobre o assunto, ou para visualizar imagens ou vídeos oficiais, acesse os links acima.