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Educação São Paulo

Haddad quer redesenhar o ensino médio paulista para a indústria 4.0

Em plenária no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, o candidato do PT ao governo do estado prometeu um banco de fomento nos moldes do BNDES e requalificação em parceria com o Sistema S.

Por Hub News

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Imagem ilustrativa: Braço robótico industrial amarelo em unidade de produção.
Imagem Ilustrativa Não representa o acontecimento Foto: Freek Wolsink via Pexels

Fernando Haddad (PT), candidato ao governo de São Paulo, disse que pretende mexer no currículo do ensino médio da rede estadual para formar trabalhador para fábricas mais automatizadas. A declaração foi dada em plenária no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, segundo o g1, e veio junto da promessa de tratar a volta da indústria como prioridade de um eventual governo.

"Não adianta eu ter o mesmo currículo", afirmou, ao sustentar que a indústria que chega ao país opera com automação e inteligência artificial — o que se costuma chamar de indústria 4.0 — e que, sem mudar a formação, o estado não teria força de trabalho para oferecer a esse ciclo.

Para quem já está empregado, a proposta é uma parceria com o Sistema S para ampliar a requalificação. "O estado vai incidir no ensino médio, onde nós temos a maior presença", disse, defendendo que as entidades do Sistema S se aproximem do plano de reindustrialização.

Crédito e um banco do estado

O candidato também defendeu criar um banco de desenvolvimento estadual espelhado no BNDES, para oferecer crédito e puxar investimento. Em agosto, numa outra agenda na mesma região, ele já havia falado em converter a Desenvolve SP — a agência de fomento do governo paulista — nesse banco. À lista de instrumentos somou as universidades públicas e a Fapesp, encarregadas de produzir ciência e tecnologia, além de crédito barato e apoio técnico.

Haddad afirmou ainda que São Paulo deveria aproveitar os efeitos da reforma tributária para atrair fábricas de fora do país, e não apenas recuperar as que deixaram o estado. A ideia que apresentou é tornar São Paulo um ponto de saída de produtos industrializados para o exterior: pela avaliação dele, o Brasil se acostumou a produzir para o próprio mercado e precisa se habituar a produzir para fora. Modernizar o parque industrial para ganhar produtividade entrou no mesmo raciocínio.

O alcance que ele desenhou para o plano passa por Campinas, Cubatão, Sorocaba e a região do Alto Tietê, além do próprio ABC.

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