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Moro, Sandro Alex e Requião Filho divergem sobre a Copel em sabatinas na TV

Nas entrevistas da RPC, o candidato do PL cobrou eficiência da companhia, o do PSD defendeu a privatização e o do PDT prometeu rever a venda; pedágio e colégios cívico-militares também entraram na pauta.

Por Hub News

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Imagem ilustrativa: Rig de câmera de vídeo de alta qualidade montado em auditório interno com foco em produção cinematográfica.
Imagem Ilustrativa Não representa o acontecimento Foto: Caleb Oquendo via Pexels

Os três candidatos ao governo do Paraná mais bem colocados na última pesquisa Quaest passaram por sabatinas ao vivo no Meio-Dia Paraná, da RPC, entre segunda (14) e quarta-feira (16). O destino da Copel, cuja venda foi aprovada pela Assembleia Legislativa em regime de urgência, apareceu nas três entrevistas e colocou os candidatos em lados diferentes. Os relatos são da Tribuna do Paraná e da Folha de Londrina, que acompanharam as sabatinas.

Moro cobra eficiência

Primeiro a ser ouvido, o senador Sergio Moro (PL) criticou a falta de eficiência da companhia depois da privatização e disse, segundo a Tribuna do Paraná, que pretende exigir um plano de investimentos e as mudanças de rumo que forem necessárias. Questionado sobre os R$ 720 mil de cota parlamentar gastos em 2025 — o maior valor entre os senadores paranaenses, sendo R$ 515 mil em deslocamentos —, atribuiu a despesa às viagens pelos municípios. Prometeu enxugar regulações e burocracia, negou ser adversário do governador Ratinho Junior e, sobre as investigações envolvendo Valdemar Costa Neto e Flávio Bolsonaro, respondeu que quem vai governar o Paraná é ele. Também confirmou presença no debate de 29 de setembro.

Sandro Alex defende a venda

Na terça, Sandro Alex (PSD) saiu em defesa da privatização. De acordo com a Folha de Londrina, ele disse que a Copel operava no limite antes da venda, mencionou 19 subestações entregues na gestão atual e outras 50 em andamento, e lembrou que o estado continua acionista, com poder de veto, para cobrar o contrato. Nas rodovias, sustentou que é legal a promessa do seu plano de governo de suspender a cobrança de pedágio onde duplicações e viadutos atrasarem.

O candidato quer chegar a 500 colégios cívico-militares e promete universalizar o saneamento no mandato, citando previsão de R$ 13 bilhões em investimentos da Sanepar. Disse ainda que pode corrigir e ampliar o programa Olho Vivo, cujo pregão de quase R$ 581 milhões foi suspenso pelo Tribunal de Contas do Estado, e que pode estender o uso de câmeras corporais se a eficácia se confirmar — hoje, segundo ele, cerca de 300 aparelhos estão em teste para um efetivo de aproximadamente 16 mil policiais militares.

Requião Filho quer retomar a companhia

Na quarta, Requião Filho (PDT) defendeu rever a privatização e "retomar a Copel" com apoio do governo federal, citando o BNDES entre os principais acionistas. Segundo a Folha de Londrina, ele atribuiu à empresa privatizada a queda nos investimentos no estado e a alta da tarifa para famílias, indústrias e produtores rurais, e propôs auditar a venda e reforçar a fiscalização, inclusive cobrando a Aneel.

O candidato classificou os colégios cívico-militares como propaganda ideológica, mas afirmou que encerrar o modelo não significa fechar escolas. Também defendeu que a urna eletrônica imprima um comprovante, guardado em outra urna para eventual conferência, disse ser favorável à posse e ao porte de armas e explicou que o apoio do PT à candidatura veio da concordância com o programa do PDT.

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