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Segurança Paraná

Deslizamento durante temporal mata três da mesma família em Ponta Grossa

Kauan, de 21 anos, Jaqueline, de 20, e o menino de 5 foram achados na mesma cama; a cidade acumulou 101,6 milímetros de chuva na quinta-feira, e o sepultamento ocorre nesta sexta.

Por Hub News

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Imagem ilustrativa: Encosta desmoronada com raízes de árvores expostas, mostrando o efeito da erosão no terreno
Imagem ilustrativa · Não retrata o fato · Foto: Andreas Schnabl / Pexels

O barranco que cedeu sobre uma casa do bairro Ronda, em Ponta Grossa, matou um casal e uma criança de 5 anos que dormiam no mesmo quarto. O Corpo de Bombeiros foi chamado por volta das 8h40 de quinta-feira (10), no auge do temporal que atingia os Campos Gerais, e encontrou os três sob barro e escombros, na Rua República do Panamá.

As vítimas foram identificadas como Kauan da Silva Contador, que tinha 21 anos e trabalhava como auxiliar de serviços gerais, Jaqueline Gabriela de Lima Andrade, de 20 anos, dona de casa, e o filho dela, Vinícius Hendrick de Lima Machado, que tinha 5 anos, segundo o g1. Kauan era companheiro de Jaqueline.

A Tribuna do Paraná informa que uma parede e o telhado vieram abaixo com o impacto. O Samu e a Defesa Civil também atenderam a ocorrência.

O velório dos três começou na madrugada desta sexta-feira (11), na capela municipal São José, e o sepultamento estava marcado para as 16h no cemitério São Vicente de Paula, o Vicentino, conforme o g1.

A área segue interditada. Os bombeiros veem chance de o terreno ceder outra vez e passaram a examinar as casas próximas para saber se alguém mais corre perigo.

A chuva que encharcou o terreno

O solo vinha recebendo água havia mais de um dia. Pelos dados do Simepar, choveu 9,6 milímetros na cidade na quarta-feira (9), e a quinta-feira fechou com 101,6 milímetros. Foi o segundo maior volume do Paraná naquele dia, atrás apenas dos 119,2 milímetros de Campo Mourão, no centro-oeste.

O Inmet manteve quatro avisos em vigor para o estado, e o mais grave deles, de cor vermelha e classificado como grande perigo, alcançou 225 municípios até as 23h59 de quinta. O instituto trabalhava com a hipótese de mais de 60 milímetros de chuva em uma hora, ou mais de 100 milímetros ao longo do dia, além de vento passando de 100 km/h e pedras de gelo. Junto vêm estragos em construções, árvores derrubadas, ruas alagadas e falta de luz.

A Defesa Civil estadual acompanha as áreas sob aviso e trata a sexta-feira como o dia que pede mais cuidado, com descargas elétricas, ventania e chance de tornado. O Simepar já havia confirmado dois desses fenômenos no Paraná entre o fim da tarde de quarta e a madrugada de quinta, em Francisco Alves e em Espigão Alto do Iguaçu. O estado continua sob alerta de tempestades.

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