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Segurança São Paulo, SP

Vídeo mostra tenente-coronel chorando ao negar a morte da soldado Gisele

Nos interrogatórios de março, Geraldo Neto disse que o grupo "macho alfa e fêmea beta" era brincadeira do casal; réu por feminicídio, ele será ouvido pela Justiça em 5 de outubro.

Por Hub News São Paulo

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Imagem ilustrativa: Imagem em preto e branco que destaca majestosas colunas clássicas da fachada de um edifício histórico.
Imagem Ilustrativa Não representa o acontecimento Foto: Markus Winkler via Pexels

Gravações dos interrogatórios do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, réu pela morte da esposa, a soldado da Polícia Militar Gisele Alves Santana, foram divulgadas pelo g1 neste fim de semana. Nelas, o oficial chora e nega ter matado a mulher, baleada em fevereiro no apartamento do casal, no Centro de São Paulo.

Os depoimentos foram prestados em março, um dia depois da prisão preventiva, à Corregedoria da PM e à Polícia Civil. Na versão dele, Gisele tirou a própria vida.

Perguntado sobre as mensagens achadas nos celulares do casal, Geraldo atribuiu à esposa a criação de um grupo de WhatsApp chamado "macho alfa e fêmea beta" e disse que o nome era uma brincadeira entre os dois. Também admitiu que tinha o hábito de apagar conversas do próprio telefone, inclusive depois de brigas com ela.

Sobre a prisão, onde está desde março, reclamou das condições: "Eu sou um escravo", afirmou, acrescentando que preferia estar morto a continuar preso. Ele está no presídio Romão Gomes, da PM, na Zona Norte.

O que diz a acusação

Para o Ministério Público, o tenente-coronel disparou com a própria arma contra a cabeça de Gisele depois de uma discussão e montou a cena para parecer suicídio. A promotoria aponta como motivação o ciúme e a recusa dele em aceitar a separação. Geraldo responde por feminicídio e fraude processual e ainda não foi julgado.

O interrogatório na Justiça, já adiado três vezes, está marcado para 5 de outubro, no Fórum Criminal da Barra Funda, na Zona Oeste. Em paralelo, a PM conduz um Conselho de Justificação que decide se ele permanece na corporação.

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