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Esporte São Paulo, SP

Quatro professores da rede municipal de SP representam o Brasil nos Jogos Nômades

Grupo disputou variantes do Mancala na competição realizada no Quirguistão, que reuniu cerca de 3 mil atletas de 106 países; Diego Mesquita obteve o melhor resultado, em sétimo lugar.

Por Hub News São Paulo

2 min de leitura

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Imagem ilustrativa: Mãos praticando o jogo tradicional ruandês Urusoro, jogado em um tabuleiro de madeira ao ar livre.
Imagem Ilustrativa Não representa o acontecimento Foto: Omar Photographer via Pexels

Pela primeira vez, o Brasil levou uma equipe completa aos Jogos Mundiais Nômades, que ocorreram entre 31 de agosto e 6 de setembro no Quirguistão, na Ásia Central. O time foi formado por quatro docentes das escolas municipais paulistanas, inscritos nas disputas de jogos tradicionais de raciocínio: Renata Guegel, Edesio Gurgel, Erika Haydn e Diego Mesquita. Diego, que terminou em sétimo, teve a melhor colocação entre eles.

Organizado a cada dois anos, o evento celebra as práticas esportivas e a cultura de povos que vivem em acampamentos, sem morada fixa. Nesta edição, perto de 3 mil competidores de 106 países participaram de mais de 40 modalidades, como lutas, provas de força, corridas a cavalo, tiro com arco, esportes mentais e adestramento de animais.

Tabuleiros com cavidades

Nenhum dos quatro é nômade. O que os levou até lá foi a especialidade em estratégia: as provas intelectuais dos Jogos usam a família do Mancala, jogos disputados em tabuleiros com pequenos buracos por onde as peças são distribuídas, que têm mais de 200 versões conhecidas. Três delas estiveram em disputa: o Toguz korgool, popular na Ásia Central; o Mangala, jogado nas proximidades da Turquia; e o Oware, bastante conhecido na África.

Na edição de 2024, sediada em Astana, no Cazaquistão, o país teve apenas um representante. Em entrevista ao g1, Diego reconheceu esse atleta como o pioneiro, mas ressaltou que agora, pela primeira vez, houve uma delegação brasileira jogando todas as modalidades.

Viagem paga do próprio bolso

A organização cobriu hospedagem e alimentação, mas cada atleta teve de arcar com a passagem aérea. Segundo o g1, a rota mais curta, com apenas uma conexão na Turquia, saiu por valores entre R$ 10 mil e R$ 15 mil por pessoa. Os professores fizeram campanha em busca de apoio e conseguiram patrocínio apenas para os uniformes. Para completar o dinheiro, participaram de um game show, abriram uma vaquinha, contaram com amigos e recorreram a parcelamentos.

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