Justiça paulista volta a mandar prender Bottura, que escapou para a Itália
Juiz da 21ª Vara Criminal Central decretou em 11 de setembro a preventiva do investigado por golpes contra 500 pessoas e da advogada dele; a Itália já negou extraditá-lo.
A 21ª Vara Criminal Central de São Paulo expediu um novo mandado de prisão preventiva contra Luiz Eduardo Auricchio Bottura, apelidado de "rei dos processos". Segundo o g1, a ordem foi assinada pelo juiz Gustavo Comin Otaviano em 11 de setembro e inclui também a advogada dele, Natália Bérgamo Pascucci, cuja prisão preventiva foi decretada na mesma decisão.
A acusação contra ambos envolve três crimes do Código Penal: calúnia (artigo 138), formação de associação criminosa (artigo 288) e o ato de provocar investigação contra alguém sabendo que é inocente, a chamada denunciação caluniosa (artigo 339).
Bottura é investigado sob suspeita de ter lesado 500 pessoas no Brasil. De acordo com o que o g1 relata sobre a investigação, ele usaria ações judiciais como ferramenta para obter indenizações fraudulentas e para constranger advogados.
Extradição recusada
A nova decisão vem depois de uma tentativa frustrada de trazê-lo de volta ao país. Bottura deixou o Brasil rumo à Itália em 2024, depois de ter a prisão decretada. Em 2025, foi preso em território italiano enquanto dirigia um Maserati avaliado em R$ 1 milhão, mas a Justiça da Itália rejeitou a extradição pedida pelo Brasil.
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