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Segurança São Paulo, SP

Corregedoria da PM vê dolo em tiro de soldado que matou mulher na Cidade Tiradentes

Relatório aponta indícios de homicídio doloso qualificado e descarta legítima defesa na morte de Thawanna Salmázio, 31, durante abordagem em abril; defesa da policial contesta a conclusão.

Por Hub News São Paulo

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Imagem ilustrativa: Vista de baixo para cima de um arranha-céu moderno contra um céu nublado em São Paulo, Brasil.
Imagem Ilustrativa Não representa o acontecimento Foto: Juan Pablo Daniel via Pexels

A investigação interna da Polícia Militar de São Paulo sobre a morte de Thawanna da Silva Salmázio, baleada por uma policial na Cidade Tiradentes, zona leste da capital, terminou com a conclusão de que a soldado Yasmin Cursino Ferreira quis matar a vítima. O conteúdo do relatório da Corregedoria foi revelado pelo Estadão.

Segundo o jornal, o documento enxerga indícios de homicídio doloso qualificado e afirma não haver elementos que caracterizem legítima defesa, a justificativa dada pelos policiais. O disparo ocorreu em abril. Thawanna, de 31 anos, deixou cinco filhos; faltavam poucos dias para o aniversário de 32.

Da viatura ao disparo

O Estadão relata que tudo começou quando o casal caminhava pela rua e uma viatura em patrulhamento passou rente a eles: o braço de Luciano Gonçalvez dos Santos, companheiro de Thawanna, encostou no veículo. O PM Weden Silva, ao volante, engatou a ré e passou a questionar por que os dois andavam pela via. O bate-boca cresceu até a soldado Yasmin atirar. A mulher não resistiu.

Na versão da dupla, a vítima teria estapeado o rosto da policial. As imagens da câmera corporal de um dos agentes, porém, contradisseram esse relato inicial. Os dois foram retirados das ruas na época e continuam afastados.

Defesa contesta; secretaria cita inquérito aberto

O advogado da soldado, em nota publicada pelo Estadão, disse respeitar a investigação, mas chamou o relatório de opinativo e unilateral, por ter sido feito sem participação efetiva da defesa e sem contraditório. Para ele, casos de morte intencional de civis causada por PMs não cabem à Justiça Militar Estadual.

Ao jornal, a Secretaria da Segurança Pública informou apenas que o inquérito segue em andamento.

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