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Saúde São Bernardo do Campo, SP

Nova insulina do SUS chega às unidades de saúde de São Bernardo

A glargina substitui a NPH por determinação do Ministério da Saúde e atende primeiro quem tem até 18 anos com diabetes tipo 1 e quem passou dos 70; 400 profissionais fizeram a capacitação.

Por Hub News São Bernardo do Campo

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Imagem ilustrativa: Ferramentas de gerenciamento de diabetes, medidor de glicose e seringas de insulina
Imagem Ilustrativa Não representa o acontecimento Foto: Nataliya Vaitkevich via Pexels

A rede pública de saúde de São Bernardo do Campo começa a trabalhar com um novo tipo de insulina injetável, a glargina, que entra no SUS no lugar da NPH. A substituição foi determinada pelo Ministério da Saúde e alcança quem faz tratamento de diabetes nas unidades básicas do município.

A mudança não chega a todos os pacientes de uma vez. De acordo com a Secretaria de Saúde, o medicamento fica disponível num primeiro momento para dois públicos: quem tem diabetes tipo 1 e até 18 anos de idade; e quem já passou dos 70 anos, nos tipos 1 e 2.

O que muda no tratamento

Segundo o ABCD Jornal, a médica de apoio da Atenção Básica Giselle Creres explicou que a nova insulina é mais moderna e provoca menos efeitos colaterais do que a anterior. "Com a chegada da glargina no SUS, a gente precisa fazer essa transição segura", afirmou. Até aqui, esse tipo de receita partia sobretudo de endocrinologistas — o manejo passa agora para o profissional que atende no bairro, o que exigiu preparar a rede antes de o remédio começar a circular.

Capacitação em duas datas

A prefeitura reuniu 400 profissionais da Atenção Primária — médicos, farmacêuticos e enfermeiros — em encontros realizados em 14 e 21 de setembro. A Secretaria de Saúde afirma que a preocupação central foi a dosagem: o paciente precisa sair da consulta com uma quantidade que funcione, sem sobressaltos no intervalo entre um tipo de insulina e outro.

Alberto Santana, médico de família da UBS Santa Terezinha, esteve no encontro do dia 21. Segundo o ABCD Jornal, ele avaliou que uma insulina de aplicação única por dia tende a melhorar a adesão de quem faz o tratamento, e que atender bem na porta de entrada da rede evita internações e reduz o custo do sistema. "O conhecimento liberta tanto a nós, médicos, quanto aos pacientes", disse.

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