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Saúde São Bernardo do Campo, SP

Data do doador com deficiência criada em São Bernardo quer virar lei estadual

Projeto da deputada Carla Morando (PSD) que estende a todo o estado o 14 de setembro, já adotado por quatro cidades do Grande ABC, espera parecer de duas comissões na Alesp desde 2024.

Por Hub News São Bernardo do Campo

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O 14 de setembro já é o Dia Municipal de Doação de Sangue da Pessoa com Deficiência em quatro cidades do Grande ABC, e quem criou a data tenta agora levá-la ao estado inteiro. O Projeto de Lei 86/2024, apresentado na Assembleia Legislativa de São Paulo pela deputada Carla Morando (PSD), aguarda há dois anos o exame da Comissão de Saúde e da Comissão de Finanças, Orçamento e Planejamento; só depois disso poderá ser votado em plenário.

A data nasceu da campanha Gotas Eficientes, criada dez anos atrás pela ONG Adote um Cidadão para levar pessoas com deficiência aos bancos de sangue. São Bernardo do Campo foi o primeiro município da região a transformá-la em lei, em março de 2024, com a Lei 7.291, seguido por Mauá, com a Lei 6.231. No ano seguinte veio Diadema, com a Lei 4.622, e neste ano São Caetano aprovou proposta do presidente da Câmara, o vereador Carlos Humberto Seraphim, o Dr. Seraphim (PL).

Ao Diário do Grande ABC, o fundador da entidade, Dom Veiga, resumiu a razão de existir da data: mostrar que a pessoa com deficiência não está apenas pedindo ajuda, e que pode ajudar também — não só com dinheiro. Ele reclamou da lentidão da tramitação e disse que pautas ligadas à deficiência costumam ficar paradas quando falta empurrão político. A ambição, afirmou, é que a proposta um dia se torne um projeto federal.

Para marcar os dez anos da campanha, a ONG promoveu nos dias 14 e 15 uma ação de coleta no São Bernardo Plaza Shopping. Participou dela pela segunda vez o administrador de empresas Charles Pedrosa Evangelista, 36 anos, morador da cidade e com deficiência visual: ao jornal, ele disse ter voltado pelo gesto de poder salvar vidas. Também esteve lá a atendente Célia Regina de Oliveira, 60, que veio da capital e contou doar quatro vezes por ano nas campanhas da entidade, levando junto o marido e outras pessoas.

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