Tecnologia responde por 21% do PIB de Florianópolis, a maior fatia entre capitais
Levantamento da Rede de Inovação aponta 7,4 mil empresas de TI na cidade, faturamento de R$ 14 bilhões em 2025 e 44,8 mil empregos formais, 13% de todas as vagas com carteira.
Um em cada cinco reais produzidos em Florianópolis sai do setor de tecnologia: a atividade responde por 21% do PIB do município, a maior fatia entre as capitais do país. O dado está no Observatório de Inovação de Florianópolis, levantamento da Rede de Inovação — projeto mantido pela ACATE, a Associação Catarinense de Tecnologia, em parceria com a Prefeitura —, cujos números foram divulgados pelo Imagem da Ilha.
O setor faturou R$ 14 bilhões na cidade em 2025, 9,4% mais que no ano anterior, no maior salto dos últimos anos. Em valores absolutos, a capital catarinense ocupa a décima posição nacional, à frente de Fortaleza, Recife e Salvador.
São 7,4 mil empresas de tecnologia instaladas no município, que em 2025 passou Recife e Campinas e também chegou ao décimo lugar do país nesse quesito. Na proporção por morador o peso é ainda maior: 12,6 empresas do setor para cada mil habitantes, quatro vezes a média brasileira, de 3,1, e a segunda marca do país — só Barueri (SP), com 15,5, está acima. Pela receita dividida pela população, R$ 23,8 mil por habitante, a cidade aparece em terceiro, atrás de Barueri e Santana de Parnaíba.
A base é formada sobretudo por negócios pequenos: 1.884 delas (29%) não passam de R$ 81 mil por ano, e outras 3.518 (55%) ficam entre R$ 81 mil e R$ 360 mil. As faixas mais altas somam 15% do conjunto, com 125 companhias acima de R$ 10 milhões anuais.
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No mercado de trabalho, são 44,8 mil vagas formais — 43,9% de toda a mão de obra do setor em Santa Catarina — e o quinto maior contingente do país, à frente de Curitiba e Porto Alegre. A tecnologia já ocupa 13% dos empregos com carteira assinada em Florianópolis, acima do comércio (12%) e atrás só da administração pública (30%). A remuneração média chegou a R$ 6.956, com alta de 21% em três anos, ritmo quase duas vezes maior que o do conjunto da cidade, de 12,3%.
Segundo o Imagem da Ilha, o presidente da ACATE, Diego Ramos, avaliou que a cidade se distingue menos pelo tamanho do faturamento do que pela concentração de tecnologia dentro da economia local. Ao mesmo veículo, o secretário municipal de Turismo, Desenvolvimento Econômico e Inovação, Juliano Richter Pires, afirmou que a inovação deixou de ser um diferencial e virou a identidade econômica do município.
Em recorte mais amplo, a edição do Observatório ACATE apresentada no Startup Summit 2026 mostra a Grande Florianópolis com R$ 18,98 bilhões faturados em 2025 e 11,3 mil empresas de tecnologia, o equivalente a 39,6% da receita e a 33,2% das companhias do setor em Santa Catarina. O valor sobe desde 2022, quando era de R$ 15,6 bilhões. Depois da região vêm o Vale do Itajaí, com R$ 13,4 bilhões e 8.985 empresas, e o Norte Catarinense, com R$ 8,41 bilhões e 5.921 empresas.
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