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Segurança Florianópolis, SC

Suspeito preso em Florianópolis usava plantio autorizado de cannabis como fachada

A Polícia Civil apreendeu cerca de 200 pés de cannabis, 3 kg de skunk, haxixe e LSD num imóvel no Sul da Ilha; a produção passava do limite que a Justiça liberou para uso terapêutico.

Por Hub News Florianópolis

2 min de leitura

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Imagem ilustrativa: Close-up de folhas vibrantes de cannabis em um ambiente de estufa, destacando o crescimento exuberante.
Imagem Ilustrativa Não representa o acontecimento Foto: Kindel Media via Pexels

Um homem de 47 anos foi preso na terça-feira (15) no Sul da Ilha, em Florianópolis, suspeito de vender drogas produzidas num cultivo que, no papel, tinha fins medicinais. Segundo a Polícia Civil, ele possuía autorização judicial para plantar cannabis com finalidade terapêutica, mas a produção ia muito além do que a decisão permitia, e a sobra abastecia a venda ilegal.

A investigação, conduzida pela DECOD/DIC, levou cerca de seis meses até a prisão, feita no imóvel onde funcionava a estufa. O suspeito foi encaminhado ao sistema prisional.

As fontes descrevem de forma diferente a medida: o Agora Floripa informa que foi decretada prisão preventiva, enquanto o g1 relata o cumprimento de um mandado de prisão temporária.

O que a polícia recolheu

  • cerca de 200 plantas, em fases diferentes de crescimento
  • aproximadamente 3 quilos de skunk, a chamada "supermaconha"
  • porções de haxixe
  • micropontos de LSD
  • balanças de precisão
  • documentos com anotações de contabilidade

O que disse o delegado

Em entrevista ao g1, o delegado Walter Loyola, responsável pelo caso, afirmou que a autorização era uma "farsa" usada para vender entorpecentes a vários compradores. Ele ressaltou, porém, que plantas em estágios distintos não bastam, sozinhas, para caracterizar tráfico: são etapas normais da extração de THC, sirva ela a um tratamento ou ao comércio. O que muda o enquadramento, disse, é a intenção de quem cultiva.

Ainda ao g1, Loyola contou que a polícia tem visto mais casos em que decisões judiciais que liberam o plantio funcionam como "escudo protetivo" para o comércio de drogas, o que, de acordo com ele, aparece no aumento das apreensões de entorpecentes derivados desse tipo de cultivo.

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