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Esporte Florianópolis, SC

Laboratório da UFSC mede evolução física do corredor Guilherme Kurtz, da seleção

Campeão sul-americano dos 1.500 metros chegou a 26 km/h na esteira do LAEF; comparação com 2024 mostra ganhos de até 11,1% nos limiares e consumo de oxigênio 10% menor.

Por Hub News Florianópolis

2 min de leitura

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Imagem ilustrativa: Vista do interior do prédio do CTC da Universidade Federal de Santa Catarina, em Florianópolis
Foto: Lionel Baur via Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

Na esteira do Laboratório de Esforço Físico (LAEF) da Universidade Federal de Santa Catarina, em Florianópolis, o corredor Guilherme Kurtz, da seleção brasileira de atletismo, alcançou 26 km/h durante uma avaliação que registra como o corpo dele reage a esforços cada vez mais intensos. Segundo a UFSC, o objetivo é saber em que patamar de rendimento o atleta se encontra, ajudar a planejar as fases da preparação e registrar o progresso dele ao longo do tempo.

Kurtz é especialista nos 1.500 metros. Campeão sul-americano, venceu três vezes o Troféu Brasil na distância e ocupa o topo do ranking nacional da prova. Em setembro, tem na agenda o Mundial de corrida de rua, em Copenhague, na Dinamarca.

Como funciona o teste

A avaliação começa com a esteira a 14 km/h. A cada três minutos a velocidade aumenta 1 km/h, até o atleta parar por exaustão. Entre um estágio e outro, a corrida é interrompida por alguns segundos para retirar uma pequena amostra de sangue do lóbulo da orelha. O material vai para um tubo com fluoreto de sódio e passa, ali mesmo, por um bioanalisador que mede o lactato.

Enquanto ele corre, uma máscara capta o consumo de oxigênio, e a equipe acompanha as respostas cardiorrespiratórias e metabólicas em cada velocidade.

O que mudou desde 2024

De acordo com a universidade, a comparação com as avaliações feitas dois anos atrás mostra avanço em todos os indicadores. A velocidade no primeiro limiar de lactato subiu 6,3%; a do segundo limiar, 11,1%; e a velocidade aeróbia máxima, 2,2%. Nas mesmas velocidades testadas, Kurtz passou a usar 10% menos oxigênio, o que os pesquisadores tratam como ganho de eficiência energética.

O acompanhamento é coordenado pelos professores Ricardo Dantas De Lucas e Luiz Guilherme Antonacci Guglielmo, ligado ao Programa de Pós-Graduação em Educação Física. Ao texto da Agência de Comunicação da UFSC, o doutorando Lucas Dalla Vecchia Lanzarini disse que a avaliação permite definir a intensidade adequada de cada sessão e identificar o ponto em que o organismo passa a trabalhar em faixas mais altas de esforço. A mestranda Isadora Dalla Lana, pesquisadora do laboratório, ressaltou à Agecom que obter o lactato rapidamente mostra o que ocorre no corpo em cada intensidade. O próprio Kurtz afirmou à agência que o teste o ajuda a evoluir nos treinos e, por consequência, nos resultados.

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