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Cachalote-pigmeu jovem que encalhou no Sul de SC está em reabilitação em Florianópolis

A fêmea encontrada viva em Balneário Gaivota viajou cerca de 250 km pela BR-101 até a R3 Animal, no Rio Vermelho, onde recebe alimentação por sonda e cuidados 24 horas para voltar ao mar.

Por Hub News Florianópolis

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Uma fêmea jovem de cachalote-pigmeu (Kogia breviceps), espécie de águas profundas, está sendo tratada em Florianópolis depois de encalhar viva na segunda-feira (14) na praia de Balneário Gaivota, no Sul de Santa Catarina. Ela ocupa uma piscina com água salgada no Centro de Reabilitação da Associação R3 Animal, dentro do Parque Estadual do Rio Vermelho.

Quem encontrou o animal foi a equipe da Educamar, responsável pelo PMP-BP, o Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Pelotas, durante a vistoria habitual da areia. O primeiro atendimento veterinário foi feito ali mesmo. De acordo com a Educamar, citada pelo portal De Olho na Ilha, a cachalote chegou desorientada e com lesões espalhadas pelo corpo, mas estava ativa, reagia e tinha boa condição corporal.

Para chegar à capital, o animal viajou pela BR-101 numa UTI móvel da Educamar. A distância varia entre as fontes: cerca de 250 quilômetros, segundo o De Olho na Ilha, e 251, segundo o g1. Agentes da Guarda Municipal de Florianópolis e da Polícia Rodoviária Federal (PRF) acompanharam o comboio, com o objetivo de evitar imprevistos e diminuir o estresse da viagem. Ao g1, a presidente da Educamar, Suelen Santos, afirmou que a operação foi complexa, porque a rodovia tinha muito movimento e o transporte exigia rapidez, e a chamou de histórica. Ela disse ainda ao g1 que a presença da espécie no litoral é bastante rara, já que se trata de um animal oceânico.

Na R3 Animal, a rotina inclui acompanhamento dia e noite, papa de peixe oferecida de duas em duas horas, soro por sonda, medicamentos e controle permanente da respiração. Ela ainda não consegue nadar sem ajuda: duas pessoas a mantêm em movimento na piscina para que recupere o nado.

As medidas também divergem. Pela avaliação descrita pelo De Olho na Ilha, a cachalote pesa 76,5 kg e mede cerca de 1,80 m; o g1 fala em aproximadamente 1,60 m.

Ainda não se sabe o que levou ao encalhe. Até aqui, o sangue não mostrou alterações, e outros exames estão previstos, com a intenção de soltá-la no mar. Os responsáveis pela recuperação disseram ao g1 que o quadro é estável e que as chances de retorno à natureza em breve são altas.

O cachalote-pigmeu pertence à Odontoceti, a mesma subordem dos golfinhos. Presente em mares tropicais e temperados do mundo inteiro, pode alcançar quatro metros e caça em grande profundidade. Diante de ameaça, libera um líquido castanho-avermelhado que forma uma nuvem na água.

A R3 Animal e a Educamar pedem que, diante de um mamífero marinho encalhado, as pessoas acionem as equipes especializadas e não tentem mexer no animal.

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