Fila de exames da rede municipal encolhe 39% em Florianópolis em dois anos
Pelos dados da Secretaria Municipal de Saúde, o radiodiagnóstico saiu de 16,5 mil pedidos represados para 46, enquanto a ressonância magnética ainda tem 25,7 mil pessoas esperando.
A espera por exames, consultas e procedimentos na rede municipal de saúde de Florianópolis caiu cerca de 39% nos últimos dois anos, e em parte dos serviços de diagnóstico a queda passou de 90%. Os números são da Secretaria Municipal de Saúde e foram divulgados pelo portal Imagem da Ilha.
O recuo mais forte está no radiodiagnóstico: as filas adulta e pediátrica reuniam por volta de 16,5 mil pedidos em 2024 e chegaram a 46 neste ano, uma diferença de 99,7%. Só na primeira metade de 2026 o serviço abriu mais de 24 mil vagas diante de cerca de 13,5 mil novos pedidos, o que permitiu zerar quase todo o estoque acumulado.
Outros exames seguiram o mesmo caminho. A endoscopia digestiva alta recuou 98%; a tomografia computadorizada saiu de 11.242 pedidos para 369; e o eletrocardiograma adulto, de aproximadamente 5,7 mil para 254. Na ultrassonografia adulta, a redução foi de 97%, com mais de 54 mil vagas ofertadas no semestre para algo em torno de 18,5 mil pedidos — oferta 484% maior que a registrada um ano antes. A fila da mamografia diminuiu 92% mesmo com procura 43% maior, com 13.132 exames realizados para 9.859 pedidos.
A prefeitura credita o resultado à ampliação da oferta. Entraram na conta a estrutura do MultiHospital, aberta em 2024, equipamentos novos — entre eles o mamógrafo da Policlínica da Mulher e da Criança — e mais clínicas credenciadas, que passaram a atender ao lado dos serviços próprios do município.
Nem tudo acompanhou esse ritmo. A colonoscopia tinha 8.472 pedidos em setembro de 2024 e está agora perto de 5.310; no último mês foram 1.620 exames feitos para 558 pedidos novos. Na cardiologia adulta, as 8.345 consultas à espera em janeiro de 2024 viraram 6.845 em julho deste ano, recuo de 18%.
O maior gargalo continua sendo a ressonância magnética. A fila chegou ao pico em janeiro deste ano, com 27,4 mil pedidos, depois de partir de 16,9 mil no começo de 2024; em julho já havia baixado para 25,7 mil. A virada veio do volume de exames feitos: 7.271 na primeira metade do ano, contra 6.497 pedidos que entraram no mesmo intervalo.
Segundo o Imagem da Ilha, o secretário municipal de Saúde, Almir Gentil, afirmou que a prioridade seguirá nos serviços de maior demanda, com mais vagas, ajustes na regulação e reforço da capacidade própria da rede.
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