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Meio ambiente Florianópolis, SC

Após dois meses de tratamento, 26 pinguins voltam ao mar na Praia do Moçambique

A soltura foi a maior da temporada em Florianópolis, que já contabiliza 6.272 encalhes de pinguins-de-Magalhães neste ano — o maior número desde o começo do monitoramento, em 2018.

Por Hub News Florianópolis

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Imagem ilustrativa: Close-up de um pinguim de Magalhães em pé sobre cascalho em seu habitat natural sob um céu ensolarado.
Imagem Ilustrativa Não representa o acontecimento Foto: Ivan Stecko via Pexels

Vinte e seis pinguins-de-Magalhães voltaram ao mar na Praia do Moçambique, em Florianópolis, no dia 9 de setembro, encerrando um tratamento que durou cerca de dois meses. A soltura foi conduzida pela Associação R3 Animal, que executa na capital o Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS), e é a maior da temporada atual, segundo o De Olho na Ilha.

Os animais haviam encalhado em praias de Santa Catarina nos últimos meses, fracos e em hipotermia. Eram todos jovens — sinal, para a associação, de inexperiência: perderam-se do bando durante a migração que a espécie faz todo outono e inverno. Recolhidos pela R3 Animal e pelas outras instituições que tocam o PMP-BS no litoral catarinense, passaram pelo centro de reabilitação de animais marinhos até receberem alta veterinária.

Agora a aposta é que sigam as correntes marítimas de volta à rota migratória, rumo às colônias reprodutivas na Patagônia argentina e chilena. Até dezembro, a expectativa da associação é soltar outros grupos.

Encalhes batem recorde na capital

O resgate é a parte boa de um ano fora da curva. De 19 de maio, quando foi anotado o primeiro caso, até 22 de setembro, Florianópolis somou 6.272 pinguins encalhados entre vivos e mortos — e apenas 264 estavam vivos quando foram encontrados. No mesmo intervalo do ano passado, haviam sido 2.458.

É o maior volume registrado na capital desde que o PMP-BS começou, em 2018. Para André Barreto, coordenador do projeto em Santa Catarina, não há uma explicação única para o salto. Os números deste ano, disse ele, "chamam a atenção por estar acima do que vínhamos registrando em anos anteriores" e reforçam a necessidade de manter o monitoramento contínuo da costa, segundo o De Olho na Ilha.

Barreto acrescentou que a série histórica do projeto, somada às informações dos animais recolhidos e às necropsias, deve permitir identificar mudanças no padrão dos encalhes e apontar que fatores ambientais ou humanos ajudam a explicar o aumento.

A vistoria da costa catarinense é feita diariamente pelas equipes do projeto. Carcaças em condições adequadas são encaminhadas para necropsia; os animais achados vivos seguem para o centro de reabilitação. O PMP-BS não é um programa voluntário: ele é exigido pelo licenciamento ambiental federal que o Ibama impõe à Petrobras para a extração e o transporte de petróleo e gás na Bacia de Santos.

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