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Meio ambiente Florianópolis, SC

Jardim Botânico faz 10 anos e abre a ponte do primeiro jardim japonês da Capital

A Prefeitura entrega a primeira etapa do Jardim Japonês na quinta-feira (24), e a programação gratuita se estende até domingo, com plantio de oito cerejeiras, doação de 100 mudas e música.

Por Hub News Florianópolis

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Imagem ilustrativa: Ponte de madeira sobre lago em parque arborizado
Imagem Ilustrativa Não representa o acontecimento Foto: heymatthew via Pixabay

O Jardim Botânico de Florianópolis chega aos dez anos de portas abertas nesta quinta-feira (24) e ganha, na mesma data, a ponte que inaugura o primeiro jardim japonês da Capital. A Prefeitura estendeu as comemorações por seis dias, de terça (22) a domingo (27), com plantio de árvores, doação de mudas, música e visitas de escolas — tudo sem cobrança de ingresso.

A manhã de quinta concentra o programa oficial. O corte do bolo e o café abrem o dia às 9h30; meia hora depois vem a entrega da ponte, e às 10h30 entram na terra oito cerejeiras, as sakuras. A Orquestra da Udesc encerra a manhã, às 11h. No sábado (26), o espaço distribui 100 mudas de espécies nativas do município e recebe, às 15h, a pianista Beth Costa. Ao longo de toda a semana, dez escolas e Núcleos de Educação Infantil Municipal fazem visitas guiadas, e cada turma planta uma árvore, segundo o Imagem da Ilha. O Museu do Lixo e a Xiloteca seguem abertos à visitação.

O que vem no Jardim Japonês

A obra começou em 9 de julho e a primeira fase prevê, além da ponte, um deck de contemplação e um torii — o portal que, no xintoísmo, avisa que se está entrando em terreno sagrado. O desenho é da Associação Nipo-Catarinense, organizado em torno de três palavras: sentir, permanecer e vivenciar. Quem executa é a Secretaria de Infraestrutura e Manutenção da Cidade. Para as etapas seguintes estão previstos um lago de carpas e um pavilhão que deve abrigar exposições e aulas de yoga.

Segundo o Jornal Trindade, o titular da pasta municipal de Meio Ambiente, Luis Felipe Kronbauer, disse que a data serve menos para celebrar e mais para firmar um compromisso com a educação ambiental e com quem usa o parque todos os dias. O gerente do Jardim Botânico, Roberto Amaro, contou ao Imagem da Ilha que está no local há onze anos, desde antes da inauguração: “Vi este terreno passar de área abandonada a coleções botânicas visitadas por milhares de pessoas”.

De lixão a área de visitação

O terreno teve outra vida antes. Doze hectares do Manguezal do Itacorubi receberam o lixo da cidade a partir de 1958, e o depósito só foi fechado em 1989, depois de pressão dos moradores. A ideia de converter a área em parque começou a circular na Epagri em 1997, foi formalizada ao Governo do Estado em 2005 e ganhou urgência em 2007, diante do risco de o terreno ir para a especulação imobiliária — naquele dezembro, três garapuvus foram plantados como pedra fundamental. A Prefeitura assumiu a gestão em julho de 2016, e a abertura ao público veio em 24 de setembro daquele ano, com cerca de 7 mil visitantes no primeiro dia.

Hoje o Jardim Botânico ocupa 19 hectares na Rodovia Admar Gonzaga, no Itacorubi, emendados nos 200 hectares do manguezal. Entre as coleções estão labirinto verde, cactário, bambuseto, meliponário, mandalas sensoriais e medicinais, horta agroecológica e os viveiros onde as mudas são produzidas. A entrada é gratuita, e o parque funciona de terça a domingo, das 7h às 19h.

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