Posto do bairro Progresso, em Blumenau, inicia grupo para hipertensos e diabéticos
Primeiro encontro do Hiperdia reuniu 15 pacientes no sábado (12); as reuniões serão mensais, com orientação sobre pressão, glicemia, alimentação, exercício e uso correto de remédios.
Quinze moradores do bairro Progresso, em Blumenau, participaram no sábado (12) da reunião inaugural do Grupo Hiperdia, criado pela unidade de saúde da família do bairro para acompanhar de perto quem convive com pressão alta ou diabetes. A unidade leva o nome de Thamara Katryne Rodrigues Schmidt. As informações são da prefeitura e foram publicadas pelo OBlumenauense.
As reuniões vão acontecer uma vez por mês e são destinadas a quem já está em acompanhamento pela equipe. A proposta é que os participantes tirem dúvidas, contem as dificuldades que enfrentam no tratamento e levem para casa orientações aplicáveis ao dia a dia, sem esperar uma crise para procurar o posto.
No primeiro encontro, a conversa tratou do controle da pressão arterial e da glicemia, de alimentação, de exercício físico, do uso correto dos medicamentos e de como evitar complicações.
O secretário de Promoção da Saúde, Marcelo Lanzarin, afirmou, em declaração reproduzida pelo OBlumenauense, que grupos como esse levam o cuidado da Atenção Primária para além da consulta e estreitam a relação entre a equipe e a comunidade atendida.
De acordo com a prefeitura, moradores de Blumenau com hipertensão ou diabetes são cadastrados e acompanhados na unidade de saúde de referência e recebem de graça, conforme a necessidade, remédios e materiais usados no tratamento.
Doenças em alta
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Dados reunidos pelo OBlumenauense ajudam a dimensionar o problema. Na pesquisa Vigitel, do Ministério da Saúde, a parcela de adultos das capitais e do Distrito Federal que declararam ter diagnóstico médico de hipertensão passou de 22,6% em 2006 para 29,7% em 2024. No diabetes, o índice subiu de 5,5% para 12,9% no mesmo intervalo. O levantamento se baseia no que os próprios entrevistados informam e não retrata diretamente todos os municípios. Em Florianópolis, único recorte catarinense da pesquisa, 22,7% dos adultos relataram hipertensão em 2023, e 7,2%, diabetes.
Em Santa Catarina, a Diretoria de Vigilância Epidemiológica contabilizou 1.492 internações por hipertensão em 2023, ante 1.079 dez anos antes. No mesmo ano, 2.486 mortes no estado tiveram o diabetes como causa básica, em números ainda preliminares.
Riscos sem controle
A pressão alta muitas vezes só dá sinais quando os níveis já subiram muito, e, sem tratamento, eleva o risco de AVC, infarto e insuficiência cardíaca e renal. Segundo o Ministério da Saúde, sal em excesso, obesidade, sedentarismo, cigarro, álcool, colesterol alto e estresse estão entre os fatores que influenciam a pressão, ao lado da idade e do histórico familiar.
No diabetes tipo 2, sobrepeso, casos na família, hipertensão e alterações de colesterol e triglicerídeos aumentam a chance da doença. Quando a glicemia fica descontrolada por muito tempo, nervos, rins, olhos, vasos sanguíneos e pés podem ser afetados.
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