Zona Norte de Porto Alegre completa comportas contra cheias no arroio Areia
As três galerias entre o arroio Areia e o rio Gravataí, no Anchieta, ganharam comportas e fecham a obra de R$ 47 milhões dos pôlderes 7 e 8; a solução definitiva está orçada em R$ 300 milhões.
Com a instalação de comportas nas três galerias que conectam o arroio Areia ao rio Gravataí, no bairro Anchieta, todas as saídas de água dos pôlderes 7 e 8 da Zona Norte de Porto Alegre passaram a ter proteção contra a subida do rio. O serviço foi feito nesta semana, segundo o Dmae. Em agosto, as quatro galerias entre o arroio Passo das Pedras e o Gravataí já tinham recebido o mesmo equipamento.
No dia a dia, as galerias ficam abertas para escoar a chuva. O fechamento só ocorre quando o nível do rio sobe, justamente para que a água não entre nos bairros pelo caminho inverso. Com as comportas baixadas, bombas flutuantes retiram o que se acumula do lado de dentro e lançam de volta ao rio.
"Agora, com todas as galerias protegidas, garantimos a plena operacionalidade da estrutura", afirmou o diretor-presidente do Dmae, Vicente Perrone, que falou em mais segurança para toda a Zona Norte.
A proteção dos dois pôlderes está concluída e custou R$ 47 milhões, somando engenharia e equipamentos como geradores e eletrocentros. Um estudo do Dmae feito com consultores concluiu que a intervenção não causa impacto negativo relevante nas cidades vizinhas.
A obra definitiva na região
O próximo passo é o anteprojeto da proteção permanente contra cheias nessa área, estimada em R$ 300 milhões. A execução pelo Município foi autorizada pelo governo federal em 11 de setembro, e o plano inclui duas novas estações de bombeamento de águas pluviais.
Outras frentes na cidade
- Usina do Gasômetro: a Secretaria de Obras e Infraestrutura instala comportas nas redes que ligam o prédio ao Guaíba, com trabalho previsto até novembro.
- Energia das estações: a CEEE Equatorial implanta alimentação elétrica dupla em 37 estações do Dmae, 22 delas casas de bombas de drenagem; o investimento é de R$ 18 milhões, com conclusão até novembro.
- Casas de bombas: onze estações de bombeamento, entre elas as de número 1, 10 e 20, passam por obras de resiliência, com troca de parte das bombas verticais por submersíveis, painéis de comando mais altos e geradores permanentes.
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