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Economia Porto Alegre, RS

Prefeitura inutiliza 90 mil pares de óculos sem procedência na capital gaúcha

Material de grau e de sol, recolhido em fiscalizações, foi esmagado por máquinas no pátio da SMSUrb e rendeu cerca de uma tonelada de resíduos; só neste ano a Sefis fez 52 operações contra o produto.

Por Hub News Porto Alegre

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Imagem ilustrativa: Uma coleção diversificada de óculos de grau e óculos de sol em uma caixa de papelão, exibindo vários estilos.
Imagem Ilustrativa Não representa o acontecimento Foto: Markus Winkler via Pexels

Máquinas pesadas passaram por cima de mais de 90 mil óculos falsificados na quarta-feira (16), em Porto Alegre. A destruição foi feita no pátio da Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (SMSUrb), segundo a Prefeitura, e encerrou o ciclo de produtos que haviam sido tirados do comércio em diferentes fiscalizações.

Entre as peças estavam armações com lentes de grau e modelos de sol, todos sem comprovação de origem. De acordo com a administração municipal, cerca de 7 mil itens foram recolhidos pela Secretaria Executiva de Fiscalização (Sefis) ao longo de 52 operações realizadas em 2026. O restante veio de outras ações e só pôde ser eliminado depois de cumpridas as etapas legais.

Para o trabalho, a Prefeitura mobilizou em torno de 20 servidores, duas retroescavadeiras, um rolo compressor e um caminhão, que levou embora aproximadamente uma tonelada de resíduos.

Parceria com polícia e setor óptico

A operação reuniu, além do município, a Delegacia do Consumidor (Decon), da Polícia Civil, e o Sindicato do Comércio Varejista de Material Óptico, Fotográfico e Cinematográfico do Rio Grande do Sul (Sindióptica RS). Em publicação no site da Prefeitura, a secretária executiva de Fiscalização, Lorecinda Abrão, atribuiu à cooperação entre os órgãos o êxito em localizar e recolher as mercadorias irregulares, e afirmou que a atuação conjunta aumenta o alcance da fiscalização e protege a saúde de quem compra.

Por que o produto é arriscado

Segundo a Prefeitura, óculos sem procedência não passam por nenhum controle de qualidade. As lentes podem distorcer a imagem, o que causa desconforto na visão e pode trazer outros problemas a quem usa. O Agora RS também noticiou a destruição.

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