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Obras e infraestrutura Porto Alegre, RS

Aeromóvel do Salgado Filho terá reforma de R$ 38,7 milhões

Parada desde a enchente de maio de 2024, a ligação entre a estação da Trensurb e o terminal do aeroporto de Porto Alegre tem obra estimada em até 12 meses, sem data de reabertura.

Por Hub News Porto Alegre

2 min de leitura

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Imagem ilustrativa: Aeroporto Internacional de Porto Alegre
Foto: Andervaz via Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

O Aeromóvel que leva passageiros da Estação Aeroporto da Trensurb até o terminal do Salgado Filho, em Porto Alegre, vai começar a ser consertado. A cerimônia de assinatura da ordem de início está marcada para esta quarta-feira (23), e os serviços foram orçados em R$ 38,7 milhões, conforme publicou o MetrôCPTM.

A execução deve levar de oito a 12 meses, o que empurra o fim dos trabalhos para até setembro de 2027. O prazo, porém, é o da obra: não há data anunciada para o retorno do transporte de passageiros.

O que a enchente levou

O sistema está parado desde 3 de maio de 2024, quando a água que inundou a capital gaúcha alcançou duas salas técnicas e estragou os sistemas de propulsão, controle, comunicação e eletrificação, além da geração de energia. Junto com a troca do que foi atingido, o projeto prevê dois prédios operacionais novos, erguidos em cota mais alta, para deixar os equipamentos menos expostos a uma próxima cheia.

814 metros em dois minutos e meio

Aberto ao público em maio de 2014, um ano e nove meses depois de inaugurado, o Aeromóvel cobre 814 metros até o Terminal 1 e não cobra nada de quem já pagou a passagem da Trensurb. Os carros não têm motor de tração: ventiladores espalhados pela via sopram ar dentro de um duto, e esse ar empurra uma placa presa ao veículo, que corre sobre rodas de aço.

A frota tem dois carros — o A100, para 150 passageiros, e o A200, para 300 —, e os problemas de disponibilidade não começaram com a enchente. O A200 saiu de circulação em 2017, por falhas nas portas e na comunicação com a estação, e só voltou cinco anos depois, em 2022, após uma intervenção de R$ 2,29 milhões a cargo da Aeromovel Brasil, que incluiu suspensão, freios e placas de propulsão. No meio do caminho, em 2020, a Trensurb chegou a dizer que esperava peças sem ter previsão de recebê-las.

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