Boletim da Zona Sul mantém Pelotas entre as cidades mais castigadas
A Azonasul diz que água, internet e luz voltam aos poucos, mas a telefonia instável na área rural ainda impede fechar a conta dos estragos; a estimativa é de 336 mil pessoas afetadas.
O boletim da Associação dos Municípios da Zona Sul (Azonasul) com a contagem parcial dos prejuízos do temporal de segunda-feira (21) mantém Pelotas entre as cidades mais castigadas da região, com estragos em casas, comércios, prédios públicos, na rede elétrica e na vegetação. O documento foi emitido depois da reunião com a Defesa Civil Nacional e divulgado pelo A Hora do Sul.
O informe registra um óbito cujas circunstâncias estão sendo apuradas pelas autoridades, sem dizer em qual município. Cerrito contabilizou outra morte, classificada como indireta em relação ao evento climático.
O que voltou e o que falta
A associação afirma que os serviços essenciais estão sendo recuperados aos poucos nas cidades atingidas — água, internet e energia elétrica —, pelo trabalho das concessionárias, das prefeituras e das outras equipes acionadas.
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O gargalo que resiste é a comunicação. A telefonia móvel e a internet seguem ausentes ou instáveis em várias localidades, com peso maior na área rural, e sem elas as comunidades atingidas não conseguem falar com as prefeituras nem com quem responde à emergência. É por isso que os números ainda devem mudar: eles dependem de as equipes chegarem a novas localidades e de outras ocorrências entrarem na conta.
A conta na região
A estimativa preliminar fala em 336 mil pessoas afetadas, e o que explica o tamanho do número é o alcance dos cortes nos serviços essenciais. Só três municípios da Zona Sul não comunicaram danos de peso até agora; nos demais, os registros vão de perdas na lavoura e no comércio a telhados arrancados e casas destruídas, além de prejuízos em prédios públicos.
Cerrito decretou situação de emergência na tarde de quarta-feira (23). Pelo decreto, a tempestade chegou ao município perto da 1h de segunda-feira e durou cerca de 20 minutos. As rajadas alcançaram 104 km/h, conforme a Defesa Civil Estadual.
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