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Meio ambiente Caxias do Sul, RS

Samae aciona plano de emergência da barragem após 175 mm de chuva em Caxias

A represa São Miguel chegou a ficar 31 centímetros abaixo do vertedouro na tarde de segunda-feira, e moradores de áreas de risco no bairro Fátima foram orientados a sair de casa.

Por Hub News Caxias do Sul

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Imagem ilustrativa: Vista cênica de uma barragem com água fluindo sob um céu nublado, mostrando o poder da natureza.
Imagem Ilustrativa Não representa o acontecimento Foto: Piat Van Zyl via Pexels

A chuva de segunda-feira em Caxias do Sul levou o Samae a acionar o plano de emergência da represa São Miguel, a barragem que fica no bairro Fátima. A decisão foi preventiva: moradores de áreas com risco de alagamento foram orientados a sair de casa por algum tempo.

O alerta subiu na tarde de segunda. Às 15h48, a água estava a 31 centímetros abaixo do vertedouro. Quando a chuva parou e a comporta foi aberta por completo, o nível começou a ceder. Às 11h desta terça-feira, já eram 85 centímetros de folga, e o serviço considera a situação normalizada.

Segundo o Samae, em informações repassadas pela Rádio Caxias, não houve transbordamento da represa nem dano na estrutura da barragem.

Quanto choveu na segunda

O pluviômetro que fica junto à Estação de Bombeamento da Maestra registrou 175,4 milímetros em um só dia. É 94,3% de tudo o que costuma chover em Caxias durante um mês de setembro inteiro — a média para o mês é de 181,7 milímetros.

O que prevê o plano

As visitas das equipes do Samae às casas em área de risco seguiram os procedimentos já previstos, e, pelo que informou o serviço, a orientação não pegou os moradores de surpresa. Em 18 de agosto, o Samae e a Defesa Civil reuniram a comunidade do Fátima no Centro Comunitário do bairro, com cerca de 50 pessoas, para explicar o que seria feito numa emergência envolvendo a barragem.

O plano reúne protocolos de prevenção e de resposta, define como o aviso deve chegar a quem mora perto e atende às exigências da legislação de segurança de barragens. A intenção do Samae é manter o documento integrado às comunidades que vivem na área de influência dessas estruturas, para que cada morador saiba como agir e possa ser avisado depressa.

Quem quiser acompanhar o nível da represa São Miguel encontra a informação no site do Samae, atualizada a cada 30 minutos.

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